- Montgomery Square, em Alabama, abriu recentemente e abriga mãos de bronze segurando a placa com o número de ficha 7053, usado na foto de Rosa Parks em 1956.
- A obra transforma o número de ficha, que poderia sugerir criminalidade, em monumento à resistência contra o racismo e às injustiças do movimento pelos direitos civis.
- O espaço é o quarto site histórico criado pela Equal Justice Initiative, fundado por Bryan Stevenson, para preservar memória sobre violência racial e justiça.
- A inauguração veio pouco antes de uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que enfraqueceu parte do Voting Rights Act, ampliando preocupações sobre a representação política de Black Americans.
- A lápide externa traz a frase “We have come too far to turn around now” e o site enfatiza que a luta por direitos civis foi liderada por muitos além de figuras isoladas, com custo alto e participação coletiva.
Montgomery Square, em Alabama, ganhou uma nova obra: mãos de bronze erguem uma placa com o número 7053, registro da ficha policial de Rosa Parks em 1956. A peça, parte de um conjunto chamado Legacy Sites, transforma a marca de prisão numa homenagem à resistência contra o racismo.
A inauguração do espaço foi marcada pela presença de Bryan Stevenson, fundador da Equal Justice Initiative (EJI). A instituição afirma que o local serve para lembrar que a luta pelos direitos civis envolveu ações coletivas e sacrifícios de milhares de pessoas comuns.
O momento ganha ainda mais peso após a recente decisão da Suprema Corte, que enfraqueceu dispositivo do Voting Rights Act. Analistas dizem que a obra propõe reflexão sobre memória histórica e sobre quem define o nosso passado, presente e futuro.
Contexto e objetivo
A EJI abriu, desde 2018, outros memoriais em Montgomery: o Legacy Museum, o National Memorial for Peace and Justice e o Freedom Monument Sculpture Park. Juntos, eles buscam apresentar uma narrativa completa sobre escravidão, terror racial e luta por justiça.
Stevenson explica que o espaço não celebra apenas um momento isolado, mas denuncia a violência estrutural que moldou a história dos negros nos Estados Unidos. A instituição ressalta que a memória pública precisa acompanhar as mudanças da sociedade.
Significado para a cidade
O local preserva trajetórias individuais, como a de famílias negras que sofreram lynchings e violência, conectando memórias pessoais a um roteiro coletivo de resistência. A obra de Parks é apresentada como ponto de inflexão, não fim da história.
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