- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defende o papel do governo federal na operação do Hospital Regional de Divinópolis durante a inauguração, com a presença do presidente Lula.
- Padilha alfinetou o ex-governador Romeu Zema sem citá-lo nominalmente, dizendo que “tijolo não salva a vida” e destacando que é preciso muita gente trabalhando no hospital.
- A unidade foi construída com recursos de um acordo entre Minas Gerais e a mineradora Vale, após Brumadinho, e foi doada à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). A gestão ficará sob a Rede HU Brasil por vinte anos.
- O custo anual de manutenção é estimado em R$ 341 milhões, sendo R$ 111 milhões financiados pelo Ministério da Saúde e R$ 230 milhões pelo Ministério da Educação.
- A deputada Lohanna França afirma que os verdadeiros donos do hospital são os moradores da região; uma nova placa deve registrar a participação de MG, União, UFSJ e Prefeitura de Divinópolis.
Em Divinópolis, Minas Gerais, o Hospital Regional pode operar com aporte federal após a inauguração ocorrida nesta sexta-feira, com a presença do presidente Lula. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o papel do governo federal na gestão da unidade e citou a cooperação entre esferas de governo.
Durante a cerimônia, Padilha ressaltou que o hospital foi construído com recursos de um acordo de reparação com a Vale e doado à UFSJ. Ele destacou a importância de profissionais qualificados e de equipamentos para salvar vidas, não apenas da estrutura física.
A obra teve origem no acordo com a Vale após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. A gestão da unidade ficará a cargo da Rede HU Brasil pelos próximos 20 anos, com custos anuais estimados em R$ 341 milhões.
O governo de Minas Gerais integrou o projeto, que foi formalizado pela doação à UFSJ por lei localizada na Assembleia. Aliados de ex-governador Romeu Zema costumam atribuir a ele o mérito da conclusão, mas a gestão tem apoio federativo para funcionar.
Fora do aspecto de paternidade, Padilha lembrou que a estrutura pronta é apenas o começo, pois o funcionamento depende de equipamentos, corpo técnico e manutenção. O ministro enfatizou a necessidade de cooperação entre União, estado e universidade.
O ato contou com a participação de Lohanna França (PV), autora da lei que formalizou a doação à UFSJ, que ressaltou que os verdadeiros donos do hospital são os moradores da região Centro-Oeste de Minas. Uma nova placa deverá registrar a participação de cada ente na obra.
Desdobramentos e perspectiva de funcionamento
O custo de operação anual é estimado em 341 milhões de reais, com 111 milhões provenientes do Ministério da Saúde e 230 milhões do Ministério da Educação. A inauguração simboliza a continuidade de debates sobre protagonismo na obra.
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