- A nona fase da Operação Compliance Zero envolve uma rede de operadores jurídicos e financeiros ligados ao Banco Master, ligada ao caso envolvendo o senador Jaques Wagner.
- A PF aponta Valério Marega Júnior como operador financeiro que coordenava ações para viabilizar de forma escamoteada a compra do apartamento indicado por Wagner.
- David Lopes Monteiro, irmão do homem de confiança de Vorcaro, é citado como operador ligado ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro associado ao Banco Master e teria ajudado na negociação do imóvel.
- Augusto Lima repassou dados do corretor, do empreendimento, da unidade e do valor ao operador, após Wagner enviar mensagens sobre o imóvel, apontando a unidade 1702 e preço de 2,45 milhões.
- David aparece nas tratativas envolvendo documentos e pagamentos; o caso envolve também o irmão dele, Daniel Lopes Monteiro, preso em abril, que atuou para reorganizar juridicamente a situação do imóvel.
A Polícia Federal expôs uma nova camada da rede de operadores associada ao Banco Master, na nona fase da Operação Compliance Zero. O alvo central é o senador Jaques Wagner, apontado em relação à aquisição de um apartamento indicado por um banqueiro. A investigação aponta montagem e ocultação de titularidade.
Segundo a PF, dois novos operadores teriam atuação direta no esquema. Valério Marega Júnior é descrito como operador financeiro ligado a estruturas de fundos utilizadas pelo Master. David Lopes Monteiro seria ligado ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro do grupo.
A PF afirma que Valério coordenou a viabilização da compra do apartamento Poème Horto de forma camuflada, utilizando estruturas que ocultariam a titularidade. O senador teria recebido dados do imóvel após mensagens do Senado a Augusto Lima, o banqueiro.
David Lopes Monteiro também teria colaborado no imóvel, segundo a PF. O contato dele teria chegado a Jaques Wagner por meio de Augusto Lima, após pedido do senador, para obter informações sobre o proprietário formal.
David é irmão de Daniel Lopes Monteiro, advogado e homem de confiança de Vorcaro. Daniel foi preso em abril e atuou, segundo a PF, para reorganizar juridicamente o imóvel após a aquisição, enviando minutas contratuais e instrumentos de cessão.
A PF destacou que houve risco de interferência sobre documentos e estruturas empresariais ligadas às tratativas financeiras e imobiliárias, justificando a inclusão de David entre os alvos da nova fase. Daniel já era ligado ao caso desde a primeira fase.
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