- A nova fase da Operação Compliance Zero envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, em investigações sobre o Banco Master.
- As suspeitas apontam para vantagens como um apartamento em Salvador, estimado em R$ 2,45 milhões, uso de aeronaves privadas, ingressos para shows nos Estados Unidos e repasses a empresas ligadas ao entorno familiar do parlamentar.
- Wagner afirmou que não se abala com a operação e lembrou ter sido alvo de ação semelhante em 2018, mantendo sua candidatura e sendo o senador mais votado na Bahia naquela eleição.
- O delegado Thiago Silva solicitou a Alexandre de Moraes autorização para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre uma pistola apreendida em uma blitz da Lei Seca no Distrito Federal, com oitiva marcada por videoconferência para a tarde da próxima quarta-feira (24).
- O texto também traz outras pautas do Café com a Gazeta do Povo, divulgadas nesta sexta-feira.
A nova fase da Operação Compliance Zero envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, em investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo a PF, a linha de atuação inclui aquisição de um apartamento em Salvador, uso de aeronaves privadas, ingressos para shows nos EUA e repasses a empresas ligadas ao entorno familiar do parlamentar. A operação acirrou o embate político no Planalto.
De acordo com os investigadores, os itens descritos configurariam vantagens para Wagner, ampliando o escrutínio sobre eventual favorecimento a ativos ligados ao seu círculo. O valor do imóvel seria de aproximadamente R$ 2,45 milhões. O uso de voos privados aparece como parte de viagens do parlamentar e de familiares.
Wagner reagiu nesta quinta-feira ao citar ter passado por operação semelhante em 2018, quando foi eleito o senador mais votado na Bahia. O congressista afirmou que mantém a liderança do governo e ressaltou a atuação do estado como base de apoio, segundo a entrevista concedida.
Processo envolvendo Bolsonaro
O delegado Thiago Silva, da Polícia Civil do Distrito Federal, pediu autorização a Alexandre de Moraes para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo é esclarecer informações sobre uma pistola apreendida em uma blitz da Lei Seca em Taguatinga, no DF, na segunda-feira (15).
Na abordagem, um motorista parou e informou ser sargento Estácio Leite, servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O militar afirmou que pistola e carregador pertenciam a Bolsonaro. A oitiva deverá ocorrer por videoconferência, marcada para a tarde da próxima quarta-feira (24).
Outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta sexta-feira dependem de fontes públicas e instruções da Justiça, com temas sobre dosimetria, discurso de ódio e investigações paralelas da ABIN. O programa vai ao ar das 07h às 10h, no YouTube da Gazeta do Povo.
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