- Espelho d’água do Memorial Lincoln, reformado por contrato sem licitação de US$ 14,7 milhões, apresenta tinta azul descascando e água manchada por algas.
- Obra foi anunciada como concluída por Donald Trump em 6 de junho; restauração ocorreu neste ano.
- Piscina foi esvaziada, e, a partir de 16 de junho, houve despejo de peróxido de hidrogênio para conter a proliferação de algas.
- O projeto também prevê a demolição da ala leste da Casa Branca para um novo salão de festas e a construção de um grande arco próximo ao Cemitério Nacional de Arlington.
- Autoridades do Serviço Nacional de Parques e a empresa responsável pela reforma não comentaram; visitantes apontaram insatisfação com a aparência.
O espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington, passou por reformar sob contrato de US$ 14,7 milhões sem licitação. A obra foi anunciada como concluída pelo presidente Donald Trump, em 6 de junho, e já enfrenta problemas.
Na quinta-feira, 18, a tinta azul da piscina aparecia descascada, com a água manchada por algas. O resultado inicial da restauração é alvo de críticas entre visitantes e observadores da cidade.
O projeto integra o plano de remodelação da capital e envolve ainda a demolição da ala leste da Casa Branca para abrir espaço a um novo salão de festas e a construção de um arco próximo ao Cemitério Nacional de Arlington.
Em 16 de junho, trabalhadores começaram a despejar peróxido de hidrogênio para controlar a proliferação de algas, que deixou o espelho d’água com cor verde. A reforma gerou comparação com o estado anterior do monumento.
O Serviço Nacional de Parques, supervisor da área, não respondeu a pedidos de comentário. A Atlantic Industrial Coatings, responsável pela obra, também não se pronunciou.
Alguns visitantes reclamaram da situação. Um rapaz de Edwards, no Colorado, declarou de que o investimento poderia ser aplicado em outras frentes e que o espelho d’água era bonito antes.
Trump tem sido alvo de críticas por supostas falhas de planejamento urbano em Washington, segundo a imprensa. O governo, por sua vez, classifica as críticas como ataques partidários.
Fonte: Folha de S.Paulo.
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