- Policial militar foi preso em condomínio de luxo no Rio durante operação da Polícia Civil contra a cúpula de milícia que atua no Catiri, em Bangu, zona oeste.
- Grupo é suspeito de cobrar taxas de moradores e comerciantes e exigir propina para continuidade de obras públicas, com ameaças a quem não paga; movimentou quase R$ 25 milhões nos últimos anos.
- Alvo principal é o policial Alexandro Santos Martins, preso no Recreio dos Bandeirantes; no condomínio, foram apreendidos um carro importado e blindado, avaliado em R$ 250 mil.
- Ex-mulher de Alexandro também é investigada por supostamente lavar dinheiro da quadrilha, tendo chegado a movimentar cerca de R$ 5 milhões em um ano e sido beneficiária do Bolsa Família.
- A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou a operação e a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas dos investigados.
Um policial militar foi preso na sexta-feira (19) em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, durante operação da Polícia Civil contra a cúpula de uma milícia que atua no Catiri, em Bangu, na zona oeste da cidade. A ação mira o esquema de extorsão e controle de obras públicas. A investigação aponta que o grupo cobrava taxas de moradores e comerciantes, além de exigir propina para permitir a continuidade de intervenções.
Entre os alvos está o policial militar Alexandro Santos Martins, preso no Recreio dos Bandeirantes. No condomínio, os agentes apreenderam um carro importado e blindado, avaliado em cerca de R$ 250 mil. Alexandro e a ex-mulher são investigados por supostamente lavar dinheiro da quadrilha.
A delegada Luciana Fonseca, da Draco, informou que a organização criminosa movimentou quase R$ 25 milhões nos últimos anos. A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou a operação, e a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas dos investigados.
Resultados e desdobramentos da ação
A delegada ressaltou que a ex-companheira do policial movimentou aproximadamente R$ 5 milhões em um único ano. Ainda segundo a investigação, a mulher também foi beneficiária de programas sociais como o Bolsa Família no mesmo período.
A atuação da Draco envolve cooperação com outras unidades do sistema de segurança. A operação visa desarticular a estrutura da milícia que atua na região e interromper práticas de cobrança ilegal.
Os investigadores continuam apurando a extensão das vantagens financeiras obtidas pela organização. Não houve informações sobre feridos ou prisões adicionais no momento.
Entre na conversa da comunidade