- Felício Ramuth afirma que a Cracolândia acabou e que o Estado atua em toda a cidade, dispersando o fluxo de usuários na capital.
- Segundo ele, mais de 30 mil pessoas foram internadas, e a rede de tratamento conta hoje com 728 vagas em hospitais especializados, 625 em clínicas, 536 em casas terapêuticas e 675 em comunidades terapêuticas.
- O Hub de Cuidados para Crack reúne saúde, assistência social e segurança pública para encaminhamentos a acolhimento ou a hospitais especializados.
- O vice-governador diz que houve queda de crimes na região central e que a operação Corte Zero busca evitar confrontos, adotando ações quando há aglomerações de pessoas próximas a pontos de uso.
- Ramuth afirma que não existe internação involuntária sem recomendação médica e que o interior do estado deverá ganhar hubs regionais a partir do próximo ano.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), afirma que a Cracolândia deixou de existir como centro de uso de drogas na região central da capital. Em entrevista ao Metrópoles, ele disse que a estratégia envolve maior internação de dependentes químicos e atuação integrada de saúde, segurança e assistência social. O objetivo é interromper o fluxo de usuários que circulavam pela área.
Ramuth sustentou que não houve apenas deslocamento de pessoas, mas uma mudança no padrão de atuação. Segundo ele, 30 mil pessoas foram encaminhadas para tratamento, com sinalização de queda de reincidência. O vice-governador ressaltou que o relato não significa fim do consumo, mas fim do espaço aberto de uso na cidade.
A entrevista ocorreu no Hub de Cuidados para Crack, na Luz, onde o governo descreve o serviço como um conjunto de saúde, assistência social e segurança pública. O governo afirma ter aumentado vagas de internação e ampliado a rede de atendimento, com foco no acolhimento individualizado.
O que mudou na gestão da Cracolândia
Ramuth sustenta que a antiga Cracolândia era gerida pelo crime organizado, não pela gestão pública. O governo diz ter criado uma operação integrada, com foco no acolhimento e na retirada de objetos perfurocortantes, além de maior fiscalização para reduzir aglomerações associadas ao uso.
O vice-governador destacou que houve recorde de prisões de traficantes ligada ao entorno e fechamento de serviços que alimentavam o crime. Segundo ele, não há retorno à prática anterior: o objetivo é evitar que novas pessoas cheguem ao centro para consumir drogas.
Estrutura do Hub e dados da rede
O Hub de Cuidados para Crack opera como serviço de saúde, com componentes sociais e de segurança. A rede estadual informa que, antes com 120 vagas, hoje dispõe de 728 vagas em hospitais especializados, 625 em clínicas, 536 em casas terapêuticas e 675 em comunidades terapêuticas. Também foram registradas mais de 1,8 mil prisões de traficantes na região central.
Ramuth enfatizou que as ações não dependem de internações involuntárias sem indicação médica. Segundo ele, a maior parte das internações ocorre por recomendação médica, com resultados significativos ao longo do tempo e possibilidade de novas internações quando necessárias.
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