- O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou queixa-crime contra a senadora Eudócia Caldas (PSDB-AL) por calúnia e difamação.
- A acusação ocorreu após Eudócia chamá-lo de “o homem mais corrupto do Brasil” durante uma comissão e divulgar o trecho no Instagram.
- A discussão envolveu declarações sobre aplicações no Banco Master do fundo de previdência de Maceió, na gestão do ex-prefeito JHC, filho da parlamentar.
- Na sessão, surgiram boatos sobre um suposto pedido de propina de 30 milhões de reais e sobre uma decisão de quebra de sigilo pelo Supremo Tribunal Federal.
- Nos autos, os advogados de Renan dizem que as declarações extrapolam a imunidade parlamentar, caracterizando discurso ofensivo e sem base factual.
Após embate em comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) abriu uma queixa-crime contra a senadora Eudócia Caldas (PSDB-AL) por calúnia e difamação. O episódio envolveu ofensas mútuas registradas durante sessão legislativa e subsequentemente divulgadas pela parlamentar no Instagram. A acusação aponta que as falas extrapolaram a imunidade parlamentar e atingiram a honra do colega.
O embate ocorreu no âmbito de uma comissão do Senado, quando Eudócia Caldas citou informações sobre suposto pedido de propina de 30 milhões de reais envolvendo Renan e mencionou ainda uma decisão de quebra de sigilo determinada pelo STF. O senador afirmou ter sido absolvido das acusações, afirmando que foram julgadas e que realizou a prova contrária, considerada a mais difícil no direito penal.
Na denúncia, os advogados de Renan sustentam que as declarações não configuram apenas discurso político, mas conteúdo ofensivo e inverídico. Eles afirmam que as acusações foram feitas sem base factual e fora do contexto do mandato parlamentar, configurando ataque à honra de um colega.
Contexto e desdobramentos
A defesa de Renan aponta que as informações teriam sido veiculadas de forma indevida pelas redes sociais da adversária, ampliando o dano à imagem do senador. Além disso, a queixa-crime busca esclarecer se houve violação de prerrogativas institucionais durante o debate público registrado em vídeos e notas de imprensa.
Espera-se que o STF analise a viabilidade da queixa, avaliando se houve uso indevido da imunidade parlamentar para promover acusações sem lastro factual. A decisão pode definir como tribunais superiores tratam casos de debates políticos com conteúdo potencialmente difamatório.
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