- Ministros aliados dizem que Keir Starmer pode ser expulso do cargo se não anunciar um calendário de saída até o fim deste fim de semana.
- Andy Burnham, prefeito de Manchester, venceu a eleição parcial de Makerfield e deve viajar a Londres para encontros com parlamentares, com possibilidade de tornar-se primeiro-ministro em semanas.
- Estima-se que duzentos parlamentares trabalhistas estariam dispostos a assinar uma candidatura de Burnham, embora muitos apoiem uma transição sem disputa.
- Starmer afirmou que, se houver disputa, disputará; outros dentro do governo já vinham pressionando por um prazo para deixar o poder.
- Há resistência a Burnham entre alguns líderes, com apoio crescente a Darren Jones como alternativa; deputados históricos também defendem um calendário para a liderança.
Ministros aliados ao premiê do Reino Unido, Keir Starmer, pressionam pela divulgação de um calendário de saída até o fim deste fim de semana. A informação circula entre fontes próximas ao governo ouvidas pelo Guardian.
A vitória expressiva de Andy Burnham na eleição parcial de Makerfield, nesta quinta-feira (18), intensifica a crise. Burnham viaja a Londres na segunda para discutir com parlamentares trabalhistas, com expectativa de assumir o posto de primeiro-ministro em semanas. Um ministro afirmou que a saída de Starmer parece inevitável.
Burnham, prefeito de Manchester, ampliou seu espaço político ao conquistar uma cadeira no Parlamento na quinta. Parlamentares estimam que cerca de 200 colegas poderiam apoiar a candidatura dele, caso haja disputa formal, embora haja quem aposte numa transição menos contenciosa.
Na tarde desta sexta, Starmer ligou para integrantes do gabinete para reiterar a intenção de permanecer no cargo. A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, expressou preocupações durante a ligação, segundo relatos ao Guardian. Outros membros já haviam sugerido um prazo para definir a liderança.
Desdobramentos e trajetórias internas
Figura histórica do partido, David Blunkett e Harriet Harman defenderam publicamente uma definição de calendário para a liderança. Ameaça de pressão interna aumenta para uma decisão ainda neste fim de semana, com possibilidade de reunião de gabinete na próxima terça-feira.
Aliados de Starmer defendem ter margem de manobra, citando a possibilidade de evitar desgaste com uma disputa formal. Um memorando interno aponta que Burnham ainda não enfrentou escrutínio real e que uma eleição contestada pode expor fragilidades. Documentos indicam queda de popularidade de Burnham.
Entre as alternativas, cresce o apoio a Darren Jones, secretário-chefe do Tesouro, considerado com perfil econômico e de segurança nacional. Quem o apoie afirma que ele representa renovação geracional e teria apelo nacional. Outros próximos a Jones dizem que ele não vê o momento para eleição de liderança.
Wes Streeting, ex-ministro da Saúde, sinalizou possível desafio a Starmer e pode negociar apoio a Burnham em troca de cargo relevante. Angela Rayner, cotada como candidata, não entrará na disputa caso Burnham emergir como desafiante.
Starmer já mobiliza recursos e doações para campanha, com lideranças afirmando a disposição de lutar pela permanência. Em Makerfield, Burnham afirmou que o resultado pode marcar uma virada, citando votantes que exigem mudança e maior poder para o Norte.
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