- Em 2025, o STF registrou 75 milhões de processos em tramitação, frente a 80 milhões no ano anterior.
- No mesmo período, foram resolvidos 144 milhões de processos, com 39 milhões de novos ingressos no sistema.
- O presidente Edson Fachin disse que a alta judicialização consome tempo e recursos dos tribunais.
- Fachin ressaltou a importância de uma Justiça ética, imparcial e que ouça a sociedade, citando casos como o de Mariana Ferrer.
- Apontou dois grandes desafios: incorporar inteligência artificial e novas tecnologias, além de enfrentar impactos da crise climática e promover justiça mais humana.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que o Judiciário registrou 75 milhões de processos tramitando em 2025, ante 80 milhões no ano anterior. O dado foi apresentado no evento A Justiça do Amanhã, realizado no Rio de Janeiro pelo IDG e pela ONG República.org.
Segundo Fachin, em 2025 foram 144 milhões de processos resolvidos, enquanto entraram 39 milhões de novos casos no sistema. O ministro destacou que esse ritmo evidencia um aumento da judicialização de conflitos no país.
Durante a fala, Fachin enfatizou a necessidade de uma Justiça que não busque rupturas, mas que reconstrua condições de convivência entre as pessoas. Disse ainda que há caminhos possíveis para ampliar a confiança nas instituições nos próximos 75 anos.
O ministro reforçou que juízes devem pautar-se pela ética e pela imparcialidade, lembrando casos controversos envolvendo magistrados. Comentou que uma sociedade livre depende de uma Justiça que escute e observe as realidades complexas.
Fachin ressaltou que o Judiciário precisa manter olhos abertos para vulnerabilidades e situações diversas. Citou, como exemplo, a anulação de um julgamento envolvendo a influenciadora Mariana Ferrer, relativo a um caso de estupro, cujas acusações foram consideradas decorrentes de provas ilícitas.
O presidente do STF destacou a presença de um tempo contemporâneo na sociedade, marcado pela velocidade de informações digitais e pela urgência de respostas rápidas. Pediu uma transformação do sistema para enfrentar desafios tecnológicos, éticos e climáticos.
Sobre o futuro, Fachin disse que não é fixo, mas uma construção coletiva. Questionou qual Justiça se deseja para as próximas gerações, defendendo instituições mais sólidas, éticas e confiáveis, bem como relações humanas mais humanas.
O ministro apontou dois grandes desafios para o sistema: incorporar inteligência artificial e tecnologias emergentes, e enfrentar a crise climática. Com a transformação digital, avaliou que eficiência tecnológica deve andar acompanhada de responsabilidade ética.
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