- Surto de gripe atinge quase 160 militares na Base Aérea de Lackland, em San Antonio (Texas), menos de dois meses após a mudança na política de vacinação.
- Em abril, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tornou a vacinação contra gripe opcional por questões de liberdade religiosa e autonomia médica; apenas 40% dos recrutas da Força Aérea optaram pela vacina.
- Após o surto, a Força Aérea emitiu exceção à política voluntária, exigindo que todos os recrutas em Lackland sejam vacinados contra a gripe.
- Um recruta na sexta semana de treinamento morreu após passar mal; a causa está sob revisão pela Força Aérea para verificar relação com o surto.
- Autoridades descrevem o surto como localizado na ala de treinamento básico; médicos monitoram contatos e oferecem antivirais, com retorno dos recrutas ao treinamento após stabilização.
Um surto de gripe atingiu quase 160 militares na Base Aérea de Lackland, em San Antonio, Texas, nos EUA. O episódio ocorreu cerca de dois meses após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tornar a vacinação contra gripe opcional para as tropas. A mudança fez parte de uma política de autonomia médica e liberdade religiosa.
A base informou que a gripe se espalhou rapidamente pela ala de treinamento básico, onde recrutas dormem em beliches em alojamentos abertos e compartilham refeições. Oficiais descrevem o surto como localizado na área de treinamento.
Um recruta da sexta semana de treinamento morreu após passar mal e ser encaminhado ao Centro Médico do Exército Brooke. A causa da morte ainda está sob revisão médica, conforme a Força Aérea. Não se confirmou relação com o surto de gripe.
Depois do surto, a Força Aérea emitiu uma exceção e passou a exigir vacinação contra gripe para todos os recrutas em Lackland, integrando o esforço para conter a propagação do vírus. A medida levou a uma reavaliação da política anterior.
A decisão de tornar a vacinação opcional foi anunciada por Hegseth em abril, como defesa da liberdade religiosa e da autonomia médica. O anúncio gerou críticas entre alguns legisladores republicanos e defensores da prontidão das Forças Armadas.
Em resposta, o porta-voz do Pentágono afirmou que as mudanças foram baseadas em avaliações de risco para maximizar prontidão e letalidade. Oficiais da Força Aérea destacaram que o surto está sendo monitorado e que antivirais estão sendo disponibilizados aos recrutados expostos.
A Casa Branca não comentou o pedido de entrevista do The New York Times. O episódio ressalta debates sobre políticas de vacinas dentro do governo, com nuances entre autoridades de saúde pública e apoiadores da atual linha do governo.
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