- Datafolha aponta Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 31% no primeiro turno, em levantamento feito entre 17 e 18 de junho, captando parcialmente o efeito da operação contra Jaques Wagner.
- Na simulação de segundo turno, Lula mantém vantagem de 47% a 43% sobre Flávio, repetindo placar de um mês atrás.
- Aliados próximos a Flávio esperam que a campanha tenha efeito para reduzir a diferença no desempenho do senador frente ao presidente.
- Lula e seu time minimizam impactos da operação contra Wagner, atribuindo possível efeito limitado e destacando não vínculos diretos com o caso.
- O resultado parcial do Datafolha é visto como estável em relação à rodada anterior, que registrou 40% para Lula e 31% para Flávio.
O Datafolha aponta Lula com vantagem no cenário de cabeça de urna, mesmo após o sistema de apuração parcial. A pesquisa divulgada neste sábado mostra 41% das intenções de voto no primeiro turno para Lula e 31% para Flávio Bolsonaro. O levantamento foi realizado entre quarta e quinta-feira, com impactos ainda limitados da operação envolvendo Jaques Wagner.
A diferença entre os dois candidatos no segundo turno aparece estável diante do levantamento anterior, com Lula em 47% e Flávio em 43%. Brancos, nulos e indecisos somam 8% e 1% não sabe. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a diferença no potencial de disputa tende a ser superada com o início da campanha, além de apostar em efeitos da operação da PF no Senado contra Jaques Wagner. A percepção é de que o tema pode aquecer o discurso bolsonarista.
Do lado de Lula, interlocutores enxergam pouca relação entre a investigação que envolve Wagner e o desempenho do presidente. Um ministro do governo afirmou que a situação não se vincula a Lula e não deve ter efeito semelhante ao de áudios vazados envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Cenário eleitoral atual
- A pesquisa mostra Lula com liderança no primeiro turno, ainda que parcial.
- Flávio mantém expectativa de ampliação do apoio com a ativação da campanha.
- A operação envolvendo Wagner é citada como potencial desdobramento, sem garantia de efeito imediato.
Perspectivas de campanha
- Observadores próximos a Lula minimizam impactos da PF sobre o presidente.
- Parlamentares do governo enfatizam que não há ligação direta entre as investigações e a gestão federal.
- A avaliação geral é de que o dinamismo da campanha pode mudar o quadro a partir dos próximos levantamentos.
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