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Camisas de seleções viram arma eleitoral de populistas na América Latina na Copa

Camisas da seleção viram ferramenta de propaganda eleitoral na Copa, ampliando mobilização e acirrando a polarização na Colômbia e no Brasil

Homem de barba e bigode usa chapéu branco e camiseta amarela com inscrições, fazendo saudação com a mão direita. Ele está atrás de um vidro com microfone fixado à frente.
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  • Abelardo de la Espriella usa apenas a camisa amarela da seleção colombiana em comícios, associando-a a slogan da campanha “Firme por la Patria”.
  • A prática acontece durante a Copa do Mundo, gerando reação da esquerda, que vê o uso do símbolo da seleção ligado a um nacionalismo militarista.
  • No Brasil, Lula divulgou um anúncio com a camisa da seleção e Bolsonaro já havia associado o uniforme ao seu movimento, reforçando a disputa pela peça como símbolo político.
  • A camisa de futebol é apresentada como um símbolo forte de identidade nacional, com histórico relacionado ao Brasil dos anos 1970 e à Colômbia dos anos 1990.
  • A campanha tem apoio de torcedores e jogadores, como Faustino Asprilla, que ajudam a associar a imagem da camisa à corrida eleitoral.

Abelardo de la Espriella, candidato de direita na Colômbia, aparece cada vez mais com a camisa amarela da seleção nacional durante a campanha para o segundo turno, em meio à Copa do Mundo. A estratégia liga patriotismo a uma agenda de lei e ordem, segundo observadores.

A presença da peça marca a tentativa de associar a imagem do candidato a símbolos nacionais, amplificando a mensagem de firmeza frente ao crime. Jovens e apoiadores passaram a vestir o uniforme em atos públicos, reproduzindo o visual do candidato.

A eleição colombiana ocorre no mesmo período da Copa, o que impulsiona o uso da camisa como elemento de mobilização. A campanha também envolve ataques a rivais de esquerda, variando entre promessas de ação contra tráfico e discurso de segurança.

Situação na Colômbia

O uso da camiseta gerou reação entre adversários, que viram a mudança de estilo como manobra político-nacionalista. Um juiz chegou a recomendar que a camisa não fosse usada em contexto de campanha, decisão contestada pela equipe de la Espriella.

Entre apoiadores, figuras do futebol de destaque apareceram vinculadas ao candidato, fortalecendo a associação entre esporte e política. A estratégia explora o simbolismo histórico da peça para criar identificação com o eleitorado.

Panorama no Brasil

No Brasil, a disputa eleitoral também envolve o uso da camisa da seleção. O presidente Jair Bolsonaro associa a peça ao seu movimento desde a última década, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva busca retomar as cores nacionais em vídeos e posts oficiais.

Lula lançou recentemente anúncios digitais criticando a gestão anterior vinculado ao verde e amarelo, ao mesmo tempo em que aparece em eventos vestindo a camisa. A estratégia visa reforçar a percepção de nacionalismo sem incidir em radicalização.

Bolsonaro, por sua vez, reiterou que a camisa está presente na vida pública do grupo desde sempre, sugerindo continuidade de postura nacionalista. A diversidade de imagens com o uniforme favorece narrativas de identidade nacional em meio à polarização.

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