- O PL Mulher lançou, no começo deste mês, a campanha “Operação V2 – Vigiar e Votar” com uma mensagem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro convidando mulheres para serem mesárias nas eleições.
- Integrantes do PL defendem que a medida busca estimular participação da população e ampliar a transparência do processo eleitoral.
- Partindo dos planos do partido, não se descarta exigência de voto auditável, mas a participação ampla da população seria prioridade para a integridade do processo.
- Do ponto de vista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mensagem é vista como questionamento à integridade não apenas das urnas, mas também dos mesários que atuam no pleito.
- Fontes ouvidas pela coluna ressaltam que a convocação de mesários é atribuição do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em cada estado.
O PL Mulher lançou no início deste mês a campanha “Operação V2 – Vigiar e Votar”, que traz uma mensagem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro convocando mulheres para atuarem como mesárias nas eleições. A ação busca ampliar a participação popular no processo eleitoral.
Segundo integrantes do partido ouvidos pela coluna, a iniciativa visa fortalecer a participação da sociedade e reduzir críticas ao funcionamento das urnas. A sigla sustenta que a presença de voluntários em diferentes etapas ajuda a assegurar a integridade do pleito, sem abandonar a demanda por voto auditável.
No entanto, o movimento não agradou a todos no cenário institucional. Do ponto de vista do TSE, a mensagem pode carregar um viés que questiona não apenas as urnas, mas também a atuação dos mesários. Entre membros ouvidos pela reportagem, há quem destaque que a convocação de mesários é competência do TSE e dos TREs distritais.
Divergência institucional
Para o Tribunal Superior Eleitoral, a comunicação pode soar como tentativa de influenciar o processo eleitoral, o que seria inadequado para a condução institucional. A avaliação interna aponta que a participação de voluntários é importante, mas deve ocorrer sem pressionar desfechos do pleito.
A reportagem ressalta que a atuação de mesários é tradicionalmente definida pelos órgãos eleitorais competentes. Ainda não há confirmação de alterações legais ou de política pública que substituam as vias oficiais de recrutamento. O tema segue em avaliação por autoridades do TSE e do TRE.
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