Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Free Flow abre disputa por dados de motoristas nas rodovias

TransCore e Pumatronix lançam free flow; uso de dados de motoristas depende de norma da ANPD, em debate regulatório e comercial.

Jim Wilson, SVP, International Toll Programs, da Transcore (na esquerda); Sylvio Calixto, CEO do Grupo Pumatronix (no meio); Rodrigo DePaula, Vice Presidente, Operações, da Transcore (na direita) |
0:00
Carregando...
0:00
  • TransCore, em parceria com a Pumatronix, pretende levar ao Brasil soluções de free flow, usando o celular como identificador para pagamento automático de pedágio, com homologação da ANTT e da Artesp prevista ainda neste ano.
  • O sistema coleta dados de passagem (placa, horário, localização e características do veículo) e pode ter aplicações além da cobrança, gerando interesse comercial.
  • A regulação específica ainda não foi definida; a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) não publicou diretrizes para concessões com leitura de placas e monitoramento de fluxo.
  • A ANTT já utilizou a rastreabilidade dos registros de passagem para fiscalização; a Roadcard foi homologada como primeira operadora autorizada a pagamentos de vale-pedágio por leitura de placas.
  • O uso de dados levanta questões de privacidade e LGPD; empresas enxergam oportunidades econômicas, mas os limites e as condições regulatórias ainda não estão claros.

A TransCore, líder mundial em tecnologia para pedágios, e a brasileira Pumatronix anunciam a chegada de uma nova geração de soluções para o sistema de free flow no Brasil. O objetivo é ampliar a cobrança sem cancelas e explorar novos usos para os dados gerados pelas rodovias. O movimento ocorre sem regras específicas da ANPD sobre o tema.

Representantes das duas empresas participam da Bienal das Rodovias 2026, realizada em Brasília nos dias 17 e 18 de junho. O evento, promovido pela ABCR, reúne governo, reguladores, concessionárias e especialistas para debater regulamentos e inovação no setor.

O sistema proposto utiliza o celular do motorista como identificador para pagamento automático de pedágios. O usuário precisa baixar um aplicativo e autorizar o compartilhamento de localização para que o veículo seja reconhecido pelos pórticos, buscando reduzir custos com tags e ampliar adesão.

A tecnologia já está em fase de testes nos EUA e deverá passar por homologação da ANTT e da Artesp ainda neste ano. Caminhoneiros autônomos, com baixa adesão às tags, aparecem como público-alvo potencial, com a promessa de facilitar o acesso ao sistema.

A cobrança de pedágios pode continuar por leitura de placas, com o smartphone atuando como segunda camada de validação para reduzir fraudes e aumentar a precisão.

Dados e fronteiras comerciais

A parceria aponta para a classificação automática de veículos, com sensores de vídeo, inteligência artificial e tecnologia lidar para identificar características como eixos, altura e proximidade entre veículos. O sistema também cruza informações com manifestos eletrônicos para facilitar a fiscalização.

A Pumatronix atua ainda com pesagem em movimento por meio da WimRadar, integrada à balança HSWIN, homologada recentemente e em operação no Rodoanel Norte de São Paulo. Esses dados alimentariam a base de dados de mobilidade gerada pelo free flow.

Regulação e uso de dados

O free flow gera registros de passagem com placa, horário e localização, que podem ser associados à cobrança. A proposta desperta interesse comercial, com possibilidades de uso por seguradoras, bancos e estudos de tráfego, sempre dentro dos limites da LGPD, dizem executivos das empresas.

Enquanto a ANPD ainda não divulgou orientações específicas para concessões rodoviárias, especialistas defendem harmonizar regras setoriais da ANTT com a LGPD. A rastreabilidade de passagens já tem sido usada pela fiscalização, conforme a atuação da ANTT com a Roadcard para pagamento por leitura de placas.

Desdobramentos e desafios

O cenário atual combina avanços tecnológicos com lacunas regulatórias. As empresas enxergam oportunidades ligadas a eficiência operacional, gestão de frotas e novos serviços, sem abrir mão da privacidade e da conformidade regulatória.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais