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Jaques enfrenta crise após rejeição de Messias, cargo de líder incerto

Planalto avalia substituição de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado após crise provocada por operação da Polícia Federal ligada ao Master

Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA)
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  • Senador Jaques Wagner sofreu desgaste após a operação da Polícia Federal ligada ao caso Master, e sua permanência como líder do governo no Senado é incerta.
  • A crise vem desde a derrota de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, acentuando o desgaste com a liderança do governo.
  • Wagner já havia sido questionado na votação do Projeto de Lei da Dosimetria de penas para crimes de 8 de janeiro, o que gerou críticas do Planalto pela condução da pauta.
  • O Planalto avalia a troca da liderança para evitar danos à pré-campanha de Lula, com conversas previstas entre o presidente, Wagner e ministros.
  • O senador Camilo Santana é o nome mais cotado para substituir Wagner, caso haja substituição, já que ele não disputará este ano e permaneceria na capital federal.

Com cargo de líder incerto, Jaques Wagner enfrenta crise após a rejeição de Messias no STF. A operação da Polícia Federal afeta a imagem do senador PT-BA e coloca em xeque sua permanência à frente da liderança do governo no Senado.

A crise tem fortes raízes na derrota de Jorge Messias para o STF, que ampliou a pressão sobre a atuação do governo no Congresso. Levantou dúvidas sobre a eficácia da articulação liderada por Wagner e de seus auxiliares.

Há dois meses, Wagner já enfrentava críticas durante a votação do nome do advogado-geral da União. O Planalto esperava 45 votos, mas houve 42 contrários e 34 favoráveis, acentuando o desgaste do líder.

Troca incerta

O Planalto avalia a possibilidade de mudar a liderança para evitar impacto na reeleição de Lula. O Palácio planeja descolar a imagem de Wagner de ações negativas para não comprometer a campanha.

Aliados próximos afirmam que a manutenção do líder depende de conversas com o presidente e com ministros. A tendência é que uma decisão seja tomada após diálogo entre as partes.

O nome mais cotado para substituir Wagner é o senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação. Santana não concorre neste ano e poderia permanecer em Brasília durante o período eleitoral, segundo interlocutores.

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