- Keir Starmer deve anunciar a renúncia na segunda-feira, 22, e apresentar um cronograma para deixar o cargo, segundo a imprensa britânica.
- Ele tem discutido o futuro político com a família na residência oficial de Chequers.
- A crise ganhou força após a vitória de Andy Burnham, o rival interno que pode lançar candidatura, aumentando a pressão no partido.
- Cerca de cem parlamentares, cerca de um quarto da bancada, já indicaram desejo de renúncia ou de definição de data; estimativas apontam que duzentos estariam prontos para apoiar uma disputa.
- Vitais do partido, David Blunkett e Harriet Harman, defendem uma transição organizada; Starmer nega a saída e ligou para ministros para reafirmar que permanece no cargo.
Keir Starmer deve anunciar a renúncia na próxima segunda-feira, 22, segundo o The Observer. O primeiro-ministro do Reino Unido pretende apresentar um cronograma para deixar o cargo. O anúncio seria feito após semanas de pressão interna.
O premiê tem discutido o futuro com a família na residência oficial de campo, Chequers, onde avalia as próximas etapas. A crise ganhou força após a vitória eleitoral de Andy Burnham, rival interno, que assegurou uma cadeira no Parlamento para disputar a liderança.
Mais de cem deputados já declararam publicamente desejo de renúncia ou de uma data para saída, o que representa cerca de um quarto da bancada do Partido Trabalhista na Câmara dos Comuns. Estima-se que até 200 parlamentares apoiariam uma candidatura de Burnham.
Formação de liderança e cenário interno
Parlamentares ouvidos pela imprensa indicam que o número de apoiadores da candidatura de Burnham pode ser ainda maior. Figuras históricas do partido, como David Blunkett e Harriet Harman, defendem uma transição organizada para uma nova liderança.
Caso Starmer não apresente uma solução até o início da semana, a pressão pode ficar explícita na próxima reunião de gabinete. Na última sexta-feira, 19, Starmer ligou para integrantes do governo para afirmar que pretende permanecer no cargo.
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