- A Polícia Federal voltou a atuar contra Jaques Wagner (PT-BA) em operação ligada ao caso Master, com relógios novamente no centro das atenções.
- Em Brasília, a PF apreendeu treze relógios, além de US$ 55 mil e 33 mil euros.
- Em dois mil e dezoito, houve outra operação que apreendeu quinze relógios ligados ao senador, considerado de luxo pela polícia na ocasião.
- Delatores indicaram que Wagner costumava pedir que as empreiteiras comprassem relógios para presentear pessoas próximas; o senador já negou associação a itens de luxo.
- A assessoria afirmou que os valores em espécie são diárias legais não utilizadas em missões oficiais e Wagner está à disposição das autoridades para esclarecimentos.
A Polícia Federal apreendeu 13 relógios em Brasília, ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA), em operação do caso Master. Além de US$ 55 mil e 33 mil euros, as peças compõem o acervo objeto de investigação.
Em 2018, a PF já havia apreendido 15 relógios em ação contra o mesmo senador, itens classificados à época como de luxo. A delegada responsável na época mencionou interesse do parlamentar pelo tema.
Delatores, incluindo Cláudio Melo Filho, relataram que presentes de relógios teriam sido feitos a pessoas próximas. Wagner explicou, na ocasião, que comprou réplicas de relógios em viagens à China, destacando que não liga para marcas.
Contexto
A investigação mira supostas irregularidades nas obras do estádio da Fonte Nova, reeditadas pela Odebrecht e pela OAB para a Copa de 2014. Outros relatos indicam que empreiteiras teriam adquirido relógios para presentear terceiros.
O senador divulgou nota negando atuação em benefício do Master ou de qualquer instituição financeira. A assessoria informou que o dinheiro apreendido em espécie corresponde a diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões oficiais.
Entre na conversa da comunidade