- Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos e empresário, venceu a apuração preliminar para a presidência da Colômbia neste domingo, com cerca de 250 mil votos a mais em relação ao senador Iván Cepeda.
- A contagem definitiva deve começar nesta segunda-feira; se a vitória for confirmada, ele assume o cargo em 7 de agosto.
- Conhecido como “El Tigre”, ele se apresenta como salvador anti-establishment e defende propostas duras contra o crime organizado, além de corte de programas governamentais e impostos e exploração de petróleo.
- Espriella é fundador do escritório De La Espriella Lawyers Enterprise e tem um vasto império empresarial, com atuação em vinhos, rum, roupas e imóveis.
- A vitória aponta para uma guinada de direita na Colômbia e na região, com apoios de figuras como Álvaro Uribe, Nayib Bukele e Donald Trump.
Abelardo de la Espriella, advogado e empresário de 47 anos, venceu a apuração preliminar para a Presidência da Colômbia neste domingo (21). Na contagem inicial, ele derrotou o senador Iván Cepeda, de esquerda, por menos de 250 mil votos. A contagem definitiva deve começar nesta segunda-feira (22). Caso confirmado, toma posse em 7 de agosto.
Espriella, conhecido como “El Tigre”, é natural de Bogotá e não tem histórico político. Ele lidera o Movimento de Salvação Nacional, linha-direita, e montou um leque empresarial com atuação em vinhos, rum, roupas e imóveis.
Quem é Abelardo de la Espriella
Nascido em 1978, ele também é cantor de vallenato. Casado e pai de quatro filhos, apresenta-se como anti-establishment e tem defendido acordos com os Estados Unidos para enfrentar o crime organizado. Seu perfil ultrapassa o campo jurídico.
O candidato já gerou críticas por representar legalmente figuras associadas a casos de corrupção e a operações com a Venezuela. Também atua como empresário e já afirmou que suas relações profissionais não implicam crimes.
Cenário político e próximos passos
Espriella integra o espectro da direita latino-americana, influente em eleições recentes na região. O resultado, se confirmado, marcará um afastamento da gestão de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia.
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