- Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro por nove mandatos, anunciou pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina, dizendo ter “renascido” no estado.
- Ele fixou domicílio eleitoral em Santa Catarina desde dezembro, escolhendo São José como cidade de registro.
- Compete pela vaga com Carol de Toni, também do PL, buscando formar uma chapa que acalme a crise interna do partido.
- A decisão gerou atritos entre lideranças locais e nacionais, com Carol recebendo convites de outros partidos para manter a candidatura.
- A oficialização das candidaturas ocorre apenas em agosto, após convenções partidárias e registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro por nove mandatos, revelou em vídeo divulgado neste domingo a pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina. Ele afirmou ter renascido no estado, apesar de não ter nascido lá, e ressaltou ter encontrado na região um povo que defende valores que o representam. A mudança de domicílio eleitoral ocorreu em dezembro, para a cidade de São José, que faz fronteira terrestre com Florianópolis.
A estratégia envolve compor a chapa com Carol de Toni, também do PL, em uma configuração pretendida para as duas vagas do partido no Senado. A decisão gerou debates internos no PL e acentuou divergências entre lideranças estaduais de Santa Catarina e o comando nacional. O anúncio ocorreu após Carlos deixar a Câmara Municipal do Rio, encerrando um ciclo de nove mandatos.
Carlos é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e figura no centro de uma discussão sobre alinhamento político dentro do PL. A pré-candidatura discute ainda se haverá apoio de outras siglas, já que houve provocações de nomes como Esperidião Amin, que busca a reeleição e chegou a indicar outro parceiro para a chapa em Santa Catarina.
Racha no PL e desdobramentos
O anúncio de Carlos gerou desentendimentos entre lideranças locais e nacionais do PL. Carol de Toni também enfrentou resistência de alguns bolsonaristas em Santa Catarina, que defendiam outras possibilidades de chapa. Em contrapartida, houve tentativas de pacificação com a assinatura de acordos internos entre candidaturas.
Durante o processo, Michelle Bolsonaro e Ana Campagnolo chegaram a sinalizar apoio a Carol, o que ampliou a tensão entre as correntes dentro do partido. Em maio, Carlos divulgou uma mensagem pública pedindo desculpas a Campagnolo, buscando amenizar o atrito e reforçar a coesão local.
Até o registro oficial da candidatura, previsto para agosto, todos os nomes continuam na condição de pré-candidatos, conforme o calendário eleitoral. A oficialização depende das convenções partidárias e do registro no TSE. A chapa pode passar por ajustes antes das convenções.
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