- Segunda turno na Colômbia é entre Abelardo de la Espriella, da direita, e Iván Cepeda, do Pacto Histórico, em meio à polarização.
- No primeiro turno, De la Espriella teve 43,7% dos votos (10,36 milhões) e Cepeda 40,9% (9,69 milhões).
- Pesquisas recentes indicam vantagem de De la Espriella: AtlasIntel aponta 52,2% contra 44,5% de Cepeda.
- Temas centrais da campanha incluem segurança pública e economia; 61,8% veem a ordem pública como principal problema, atrás apenas da saúde (71,9%).
- Analistas ressaltam que transferência de votos, abstinção e participação podem mudar o cenário, mantendo a polarização após a eleição.
A Colômbia realiza neste domingo, 21 de junho, o segundo turno da eleição presidencial, entre Abelardo de la Espriella, da direita, e Iván Cepeda, do Pacto Histórico. A votação ocorre em meio a um cenário de intensa polarização. O pleito define quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
No primeiro turno, em 30 de maio, De la Espriella obteve 43,7% dos votos (10,36 milhões), e Cepeda ficou com 40,9% (9,69 milhões). A vantagem não foi suficiente para confirmar o vencedor no 1º turno, levando ao segundo turno obrigatório por regras eleitorais.
Pesquisas recentes apontam vantagem para De la Espriella. Um estudo da AtlasIntel, divulgado pela AS/COA, aponta 52,2% de intenções de voto para o candidato de direita, contra 44,5% de Cepeda. Outras sondagens mantêm o quadro como disputado, porém com liderança do antagonista.
Temas centrais
A segurança pública figura entre os temas mais relevantes, segundo levantamento do El Espectador. A pesquisa aponta 61,8% citando ordem pública como problema prioritário, ranking superado apenas pela saúde, com 71,9%. A economia também domina o debate público.
Analistas observam relação entre o crescimento de De la Espriella e o ambiente polarizado. A professora Glória Vargas López, da UnB, aponta que parte do eleitorado respondeu a um discurso contundente, com forte presença digital, contribuindo para o avanço do candidates de direita.
Polarização
A eleição é vista como parte de uma tendência regional de amadurecimento de candidaturas de direita na América Latina. Especialistas indicam que a Colômbia acompanha esse movimento, com impactos esperados sobre o Legislativo, que tende a permanecer fragmentado.
Ainda segundo análises, votos dos derrotados no primeiro turno e eleitores que abstiveram podem influenciar o resultado. A transferência de votos de centro e o interesse de novos eleitores podem alterar o cenário até o dia da votação.
Independentemente do desfecho, a polarização é considerada uma marca persistente do panorama político colombiano, com expectativas de continuidade do debate acirrado mesmo após o anúncio oficial.
Entre na conversa da comunidade