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Colômbia volta ao segundo turno entre candidato de Petro e outsider apoiado por Trump

Colômbia volta ao pleito em segundo turno; vitória de Espriella, apoiado por Trump, pode consolidar onda direitista na América Latina

Eleições na Colômbia: Abelardo de la Espriella (à esquerda) e Ivan Cepedo (à direita) — Foto: Reuters
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  • Colômbia realiza o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, com Abelardo de la Espriella, da extrema direita, enfrentando Iván Cepeda, apoiado por Gustavo Petro.
  • Espriella recebe apoio público de Donald Trump e promete medidas firmes contra o crime, redução do tamanho do Estado em quarenta por cento e corte de impostos corporativos.
  • Cepeda, senador de esquerda, defende a continuidade do governo de Petro e, no primeiro turno, teve desempenho favorável em pesquisas, mas perdeu para Espriella.
  • Pesquisas recentes apontam Espriella na dianteira, com estimativa de cerca de cinquenta e dois vírgula seis por cento dos votos, frente a aproximadamente quarenta e cinco por cento de Cepeda.
  • Cerca de quarenta milhões de eleitores estão aptos a votar, e o resultado pode influenciar a tendência de governos de direita na América Latina.

O segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia acontece neste domingo, 21 de junho, para definir o mandato após o primeiro turno. A disputa coloca o candidato de direita Abelardo de la Espriella contra Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro. A votação ocorre no país, em clima de tensão entre propostas de segurança, econômica e social.

Espriella, 47 anos, advogado de formação, lidera as intenções de voto no momento, segundo pesquisas. Naturalizado americano e sem experiência política anterior, ele se apresenta como um defensor do golpe de efeito contra o crime, propondo corte de programas e redução de impostos para estimular o setor privado.

Cepeda, 63 anos, senador e defensor dos direitos humanos, representa a continuidade do governo de Petro. O tema da paz com grupos armados permanece central para ele, que aposta na continuidade de negociações políticas como caminho para reduzir a violência.

Trump, segundo a campanha, apoiou publicamente Espriella, marcando uma ofensiva diplomática na região. O adversário de Espriella, Cepeda, foca na manutenção de acordos de paz existentes e críticas à violência associada a facções criminosas.

Nas ruas, a segurança é apontada como principal pauta pelos eleitores, segundo analistas. O desgaste da gestão atual é citado como fator que pode favorecer a candidatura de Espriella, que também propõe ampliar a base tributária e reduzir o tamanho do Estado.

A eleição de Espriella é vista como possível marco para a direita latino-americana, com impactos sobre alianças regionais. Pesquisas indicam que a vantagem dele pode ficar entre 52% a 53% dos votos, sobre Cepeda, em cenários de segundo turno.

O pleito deve decidir não apenas o rumo do governo, mas também o posicionamento político na região, com reflexos em governos como os de El Salvador, Argentina e Chile, conforme analistas consultados pela imprensa internacional.

Cerca de 40 milhões de eleitores colombianos estão aptos a votar neste domingo, o que torna o pleito uma comitiva de extremas visões políticas em disputa, com promessas de mudanças profundas nas políticas de segurança e economia do país.

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