- Abelardo De La Espriella venceu o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia por menos de um ponto percentual, com 49,65% dos votos frente a 48,7% de Iván Cepeda (com 99,65% das urnas apuradas).
- A posse está marcada para 7 de agosto, para um mandato de quatro anos, em um momento de acentuada guinada política para a direita.
- Espriella, autodeclarado antissistema, prometeu endurecer a segurança pública e defender políticas inspiradas em Bukele, incluindo megaprises, redução de impostos e exploração de petróleo, inclusive fracking.
- O resultado representa ruptura com a agenda de Gustavo Petro e de continuidade do diálogo com grupos armados, defendida por Cepeda; o presidente eleito, no entanto, anunciou que manteria medidas populares já implementadas, como o reajuste do salário mínimo.
- A vitória ocorre em contexto de aumento da violência e do crime organizado na Colômbia, com disputa entre grupos armados pelo controle de receitas do narcotráfico e da mineração, e marca avanço da direita na região.
A eleição presidencial na Colômbia teve um desfecho apertado neste domingo, com Abelardo De La Espriella, candidato autodeclarado antissistema, vencendo o segundo turno por menos de um ponto percentual sobre Iván Cepeda. A contagem rápida apontou 49,65% para Espriella e 48,7% para Cepeda, com 99,65% das urnas apuradas. A posse está marcada para 7 de agosto.
Segundo as autoridades eleitorais, o resultado definitivo ainda será divulgado nas próximas diárias. A vitória de Espriella representa uma guinada à direita em um momento de insatisfação com segurança pública e economia. Cepeda defendia a continuidade do governo atual, com negociações em andamento com grupos armados.
O vencedor, de 47 anos, não tem experiência política anterior e se associa a propostas de endurecimento de combate à violência. Entre as contratações de sua campanha, destacou-se a defesa de medidas de endurecimento da lei e de maior atuação estatal na segurança, além de incentivos à exploração de petróleo. Em contrapartida, sinalizou manter partes de políticas populares implementadas pelo atual governo.
O contexto nacional envolve um cenário de violência persistente, com disputas entre grupos armados pelo controle de receitas ilícitas. Dados oficiais indicam aumento da criminalidade em 2023 e uma alta nos casos de extorsão, refletindo o desafio de governabilidade em um país ainda marcado por conflitos.
Cepeda criticou a atuação de Espriella como advogado ligado a casos controversos, enquanto o candidato enfatizava alianças com setores que ele classifica como criminosos. O senador argumentou que suas relações profissionais não implicam envolvimento em crimes.
A eleição ocorre em meio a uma guinada regional para a direita na América do Sul, com vitórias recentes na Argentina, Chile e Equador. Na Colômbia, a disputa refletiu também o desgaste de representantes de governos anteriores e a percepção de fragilidade econômica.
Antes do pleito, Espriella participou de campanhas públicas com a família vestindo a camisa da seleção brasileira, em tom simbólico. O candidato descreveu a eleição como a partida mais importante para a Colômbia, destacando apoio popular e fé na vitória democrática.
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