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Indústria reage a propostas do Congresso sobre ultraprocessados

Indústria critica a definição de ultraprocessados em tramitação no Congresso, aponta conceito amplo e confuso e defende educação alimentar em vez de restrições

Presidente da Abia, João Dornellas (foto) diz que não há consenso científico sobre definição de ultraprocessados
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  • A Abia afirma que o Brasil avança em políticas sobre ultraprocessados sem definição científica consolidada.
  • O presidente-executivo, João Dornellas, diz que o conceito é amplo e confuso, citado em 188 projetos de lei no Congresso.
  • A classificação abrange desde balas e refrigerantes até fórmulas infantis, iogurtes, requeijões e pães industrializados.
  • A indústria defende educação alimentar em vez de restrições com base na classificação, destacando que a obesidade é multifatorial.
  • Proposta de modelo alternativo prioriza diversidade, moderação de ingredientes críticos e informação ao consumidor, sem olhar apenas para proibições.

A Abia, associação que representa a indústria de alimentos, aponta que o Brasil avança em políticas sobre ultraprocessados sem uma definição científica consolidada. A observação foi feita pelo presidente-executivo João Dornellas em entrevista gravada para o Poder360, em 26 de maio de 2026.

Segundo Dornellas, o principal dilema é que projetos de lei no Congresso usam um conceito considerado amplo e confuso pela indústria. A entidade destaca que a definição em debate não teria ganho consenso entre a comunidade científica internacional.

A Abia lista 188 projetos de lei que mencionam ultraprocessado no Congresso, grande parte voltada a alimentação escolar, com propostas de restrição ou proibição de venda nas escolas. A variedade de produtos incluídos é apontada como englobando itens muito diferentes.

Ponto de vista da indústria

Para o executivo, a classificação pode abranger desde balas e refrigerantes até fórmulas infantis, iogurtes, pães industrializados e outros alimentos. A indústria defende que a educação alimentar é prioridade diante de um problema multifatorial.

Dornellas alerta que restrições baseadas na classificação podem encarecer merendas e ampliar custos para escolas e municípios. A Abia avalia que excluir itens ultraprocessados da merenda exigiria reorganização logística e elevar preços ao consumidor.

Modelo alternativo defendido

A Abia sustenta um modelo que privilegia diversidade alimentar, moderação no uso de ingredientes críticos e informação ao consumidor. O objetivo é promover saúde por meio de equilíbrio e educação alimentar, em vez de apontar culpados por problemas como a obesidade.

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