- Abelardo de la Espriella, candidato de direita, venceu a eleição presidencial na Colômbia com 49,66% dos votos, frente a 48,7% de Iván Cepeda, segundo apuração preliminar; o escrutínio final deve confirmar o resultado.
- A vitória colombiana levou a direita a controlar sete dos doze governos na América do Sul.
- O avanço da direita na região já havia ocorrido no Chile (dezembro de 2025) e na Bolívia (outubro de 2025).
- O Peru aparece em cinza no mapa, mas é considerado o sétimo país governado pela direita, com Keiko Fujimori à frente e Dina Boluarte ainda no poder.
- Especialistas apontam instabilidade, polarização e ciclos de alternância ideológica na região, além de desafios para consolidar instituições democráticas.
Na Colômbia, a vitória de Abelardo de la Espriella no pleito realizado no domingo (21) mudou o cenário político sul-americano, dando à direita o 7º governo entre 12 países da região. A apuração preliminar aponta vantagem apertada: 49,66% contra 48,7% do candidato de esquerda Iván Cepeda, com o escrutínio final ainda em andamento.
A eleição colombiana consolidou a presença da direita na região, ampliando para sete o número de governos de direita na América do Sul. Especialistas apontam instabilidade e polarização crescentes como características do momento político continental.
Abelardo de la Espriella, candidato apoiado por forças conservadoras, assume em meio a um ciclo de vitórias de direita que já havia se consolidado em Chile e Bolívia nos anos anteriores. A votação ocorreu sob escrutínio e a definição final depende do total de votos apurados.
Mapa político sul-americano
O quadro apresenta hoje igual número de países governados por direita e esquerda, seis cada, com o Peru ainda aguardando conclusão de apuração. A liderança de Keiko Fujimori está com vantagem de 50,111% contra o opositor, com mais de 99,6% das urnas computadas; contudo, o resultado é provisório até o fechamento do escrutínio.
Historicamente, a região alterna entre esquerda e direita desde o começo do século. As consultorias destacam o papel de fatores econômicos, como o boom das commodities, e de mudanças institucionais que favoreceram a direita a partir de 2010, com reconfigurações até 2026.
Contexto histórico da alternância
Especialistas observam que o ciclo de governos de esquerda ganhou força na primeira década de 2000, impulsionado por programas sociais e pela alta de preços de recursos naturais. Com a queda de demanda global e da cotação das commodities após a crise de 2008, houve transição para governos mais conservadores, reconfigurando o mapa regional.
Para especialistas, a instabilidade institucional continua sendo um desafio. Entre os fatores apontados estão o confronto entre Executivo e Legislativo, o uso político da Justiça e a necessidade de fortalecer as instituições democráticas diante de uma polarização cada vez mais acentuada.
Impactos e leituras
Analistas ressaltam que a polarização dificulta ações conjuntas de integração regional e respostas a desafios como criminalidade e crises políticas. Ainda assim, o continente mantém processo de transição democrática, com ciclos de alternância entre forças ideológicas diferentes ao longo das últimas décadas.
Ao observar a trajetória recente, a direita tem ganhado espaço em várias nações, enquanto a esquerda mantém presença expressiva em outros. A expectativa é de que o escrutínio completo no país determine o resultado final com maior segurança, consolidando ou redefinindo o equilíbrio de poder na região.
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