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Marcha da Maconha pede regulamentação e critica a guerra às drogas

Marcha da Maconha em São Paulo completa dezoito anos ao discutir legalização e regulamentação da cannabis e criticar a guerra às drogas

Manifestantes carregam faixa com o slogan "O bagulho é louco, o processo é lento" e a mensagem "Legaliza tudo!" durante a Marcha da Maconha, que celebrou 18 anos de realização em São Paulo
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  • A Marcha da Maconha celebrou dezoito anos em São Paulo, reunindo milhares de pessoas na Avenida Paulista neste domingo (21.jun.2026).
  • O principal tema foi a legalização da cannabis e a discussão de modelos de regulamentação no Brasil, com início no Masp e caminhada até a Praça da República.
  • O organizador disse esperar público semelhante aos anos anteriores, em torno de sessenta mil pessoas, enquanto a contagem do Poder360 indicou cerca de dez mil presentes.
  • As faixas defendiam a legalização, criticavam a guerra às drogas e houve adesivos com a imagem do presidente Lula; cenas de cobrança a Tarcísio de Freitas também foram observadas.
  • O movimento reiterou a busca por um modelo de regulamentação que envolva agricultura familiar e medidas de reparação para grupos historicamente afetados pela política de drogas.

A Marcha da Maconha reuniu milhares de pessoas neste domingo, 21 de junho de 2026, na Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração começou por volta das 14h20 diante do Masp e a caminhada até a Praça da República teve início às 16h20, mantendo o foco na legalização da cannabis e na regulamentação da planta no Brasil.

Neste ano, a marcha celebrou 18 edições na capital paulista. O evento chamou atenção para avanços do debate, defendendo um modelo de regulamentação que reduza desigualdades, envolva a agricultura familiar e inclua medidas de reparação para grupos afetados pela guerra às drogas.

Entre faixas e adesivos, as mensagens pediam legalização imediata e criticavam políticas de fiscalização. Carros de som e estandartes exibiam slogans como Legalize Já, além de críticas a autoridades federais e estaduais, com referências a temas políticos relevantes do momento.

A organização estima que o público tenha ficado na casa das dezenas de milhares; para o organizador Rafael Presto, números recentes se mantêm próximos de edições anteriores, com variações entre 60 mil e 100 mil participantes ao longo dos anos.

Segundo estimativas de apuração, a concentração ocupou uma área de cerca de 2.985 m² entre as ruas Peixoto Gomide e Itapeva, o que permitiria até quase 12 mil pessoas, considerando uma densidade de 4 pessoas por m². A dispersão dos presentes, porém, reduziu a contagem final.

Além de discutir legalização e regulamentação, o ato reforçou críticas à política de guerra às drogas. O movimento afirmou a intenção de participar de futuras discussões sobre formação de um mercado legal da cannabis e caminhos para incluir pequenos produtores no processo.

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