- A 18ª Marcha da Maconha ocorreu em São Paulo neste domingo, reunindo ativistas e organizações para pedir a legalização da cannabis.
- O ato aconteceu em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e na Avenida Paulista, com mensagens contra a criminalização e críticas às restrições a medicamentos à base de cannabis.
- Participaram pessoas de perfis diferentes: idosos, pais e mães com filhos e jovens adultos, em um movimento que aponta o impacto da proibição no sistema prisional e na acessibilidade a usos medicinais.
- Um exemplo foi a professora de educação infantil Stephanie Oliveira, que participou pela primeira vez; sua mãe usa cannabis medicinal para sono e dores, e ela decidiu tornar pública a participação para defender a causa.
- Dados de contexto: a Kaya Mind aponta cerca de 50 mil pessoas no Brasil que utilizam produtos à base de cannabis; a Bliss Data 2026 aponta que mulheres entre 45 e 64 anos são o principal grupo consumidor, destacando a resistência social como entrave à regulamentação.
A 18ª Marcha da Maconha ocorreu neste domingo em São Paulo, reunindo dezenas de milhares de apoiadores da legalização da cannabis. O protesto aconteceu na área próxima ao Masp, com o objetivo de defender a regulamentação da planta e a revisão da política de criminalização.
Os organizadores e ativistas argumentaram que a proibição sobrecarrega o sistema prisional e contribui para o preconceito contra o uso medicinal. They apontaram que pacientes vinculados a prescrições médicas podem se beneficiar da cannabis terapêutica, inclusive crianças.
Na Avenida Paulista, manifestantes vestiam camisetas e carregavam cartazes que criticavam restrições a medicamentos à base de cannabis. As mensagens incluíam críticas à acessibilidade de itens canábicos e a defesa do uso médico da planta.
Participantes e motivações
Entre os presentes estavam idosos, pais com filhos e jovens adultos. Uma professora de educação infantil, que participou pela primeira vez, relatou que sua mãe usa cannabis medicinal para regular o sono e aliviar dores nas costas. Ela afirmou ter considerado não postar fotos nas redes, mas decidiu apoiar a causa pública.
A professora também comentou a hesitação inicial em expor a participação, por receio de julgamentos no ambiente de trabalho. Ela ressaltou que o movimento é relevante para a defesa de direitos, independentemente do uso pessoal da substância.
Contexto e dados nacionais
Dados de consolidação nacional indicam que cerca de 50 mil pessoas declararam usar produtos à base de cannabis sativa. A pesquisa aponta resistência social à planta como entrave à regulamentação, limitando avanços e favorecendo a importação para quem tem alto poder aquisitivo.
Relatórios recentes destacam que o perfil das usuárias pode incluir mulheres de meia-idade, refletindo mudanças demográficas no mercado de cannabis medicinal. A divulgação pública dessas estatísticas busca esclarecer o debate e fundamentar políticas públicas.
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