- Em 2026, cerca de quatro milhões de americanos completarão dezoito anos, e menos de um terço deve estar registrado para votar em novembro, segundo dados do censo.
- O texto defende que registrar automaticamente todos os jovens quando alcançam a maioridade seria a forma mais justa de proteger a democracia, hoje prejudicada pela ausência deles nos títulos de eleitor.
- Barreiras técnicas e administrativas mantêm jovens fora do processo: sistemas automáticos variam por estado e muitas regras pedem carteira de motorista ou identidade, o que afeta também adultos sem documento.
- A queda na taxa de habilitação entre jovens e a exigência de documentos para registro online dificultam o cadastro de quem não pode dirigir, levando milhões a ficarem sem registro.
- A solução sugerida é tornar o registro eleitoral parte do ensino médio, com as escolas atuando como agentes de registro; alguns estados já deram passos, mas poucos adotaram essa designação, como Oregon e Michigan.
Four milhões de jovens completarão 18 anos em 2026, mas, segundo tendências, menos de um terço estarão registrados para votar em novembro. A proposta de registrar automaticamente todos os cidadãos ao atingir a maioridade surge como forma de defender a democracia, diante de um sistema que não facilita esse acesso.
Dados do censo indicam que, em anos eleitorais de maior participação, menos de 30% de 18 a 24 anos estão registrados, em contraste com cerca de 75% de pessoas com 45 anos ou mais. Sem registro, é comum que candidatos e pesquisas não considerem esse grupo.
Quando jovens ficam registrados, a participação tende a acompanhar a de eleitores mais velhos. Em Pennsylvania, em 2020 e 2024, mais de 80% dos 18 anos registrados votaram nas eleições gerais, mostrando que a barreira não é motivação, e sim acesso.
Barreiras ao registro de jovens
O registro segue, em grande parte, dependente da mágica da Lei de Voto de 1993, que transfere a maior parte dos registros para departamentos de veículos (DMV). Vinte e quatro estados, mais DC, adotam algum nível de registro automático para motoristas. Ainda assim, sistemas mal desenhados levam muitos jovens a optarem por não se registrar.
Além disso, a queda nas taxas de habilitação entre jovens existe há décadas: apenas 44% dos 17 anos e 60% dos 18 anos possuem carteira. Estima-se que 4,25 milhões de americanos não vão ao DMV ao completar a maioridade, dificultando o registro.
Caminhos para a mudança
Para quem não dirige, opções online variam: 29 estados exigem carteira de motorista ou documento estadual para completar o registro pela internet. Muitos jovens, inclusive não motoristas, enfrentam barreiras adicionais com formulários em papel sem apoio adequado.
Uma solução prática é tornar o registro de voto parte normal do ensino médio, antes da formatura. Quase todos estão matriculados no ensino médio, o que facilita educação cívica contínua e o registro ativo. Hoje, apenas três estados designam as escolas como agentes de registro: Tennessee, Louisiana e Maine.
Exemplo de melhoria e caminhos
Estados com índices baixos de registro entre adolescentes, abaixo de 25%, aparecem em áreas com cobertura midiática elevada em ano de eleição. Já Oregon e Michigan registram 86% e 77%, respectivamente, mostrando que políticas simples podem ampliar o alcance.
Organizações como a Civics Center trabalham para registrar estudantes do ensino médio, com parcerias como a Liga de Voters, buscando leis que promovam a pré-registro e um caminho gerenciável para a democracia.
Esperança e próximos passos
Há apreço pela liderança estudantil que possibilita participação cívica desde cedo. Professores, famílias e comunidades devem apoiar jovens nesse processo. A meta é tornar o registro parte do amadurecimento cívico de todos, não de grupos específicos.
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