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35% não se sentem seguros para identificar fake news, aponta pesquisa

Dados indicam fragilidade na leitura de desinformação: 35% não se sentem seguros para identificar fake news, apenas 11% muito confiantes

Pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política mostra que 35% dos entrevistados não se sentem "nada seguros" em identificar fake news - (crédito: Pedro França/Agência Senado)
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  • 35% dos entrevistados não se sentem “nada seguros” em identificar fake news; 11% se sentem “muito seguros”.
  • 30,5% dizem estar “mais ou menos seguros” e 20,6% “pouco seguros”; 2,9% não sabem.
  • especialistas apontam que IA facilita a produção de conteúdos falsos (imagens, vídeos e áudios) cada vez mais convincentes, além de bots que amplificam notícias.
  • O rastreio de desinformação enfrenta dificuldade para identificar origens, por contas falsas, VPNs e anonimização, além da rápida propagação.
  • Avanços incluem fortalecimento do TSE no enfrentamento à desinformação, acordos com plataformas e regras sobre uso de IA; a resolução nº 2.348, de 4 de março de 2026, proíbe divulgação de conteúdo gerado por IA.

A pesquisa realizada pelo Correio/OPINIÃO Inteligência Política aponta que 35% dos entrevistados não se sentem nada seguros para identificar fake news. A sondagem também revela que apenas 11% se sentem muito seguros. O levantamento traz ainda 30,5% se sentem mais ou menos seguros, 20,6% pouco seguros e 2,9% não sabem responder.

Especialistas destacam que as novas técnicas de desinformação, como uso de bots e conteúdos gerados por inteligência artificial, ampliam a dificuldade de distinguir o real do fabricado. Também ressaltam que a disseminação rápida pode transformar desinformação em influência política, econômica e social.

Rastreio

Identificar a origem de fake news continua sendo o principal desafio. Contas falsas, VPNs e camadas de anonimização dificultam a responsabilização. A velocidade de propagação exige cooperação entre plataformas, autoridades e provedores para coleta de evidências.

Legislação

O STF já ampliou o alcance da responsabilização das plataformas, indo além da simples remoção de conteúdos. A ideia é vincular responsabilidades a crimes ou atos ilícitos, mantendo limites à liberdade de expressão e ao devido processo.

Ação pode ter consequências

Em casos envolvendo campanhas eleitorais, podem ocorrer multas, remoção de conteúdos e ações de apuração de abuso de poder. Em situações mais graves, há possibilidade de inelegibilidade ou cassação de registro, conforme o dano causado.

Soluções

Especialistas apontam educação midiática e cidadania digital como caminhos para reduzir a vulnerabilidade frente à desinformação. Ações que promovam informação confiável ajudam a conter a influência de conteúdos enganosos.

Avanços

Entre 2018 e 2026 houve fortalecimento do arcabouço regulatório e maior capacidade de atuação da Justiça Eleitoral contra campanhas de desinformação. Regras sobre uso de IA passaram a exigir transparência e identificação de conteúdos sintéticos.

A pesquisa

O levantamento ocorreu entre 11 e 15 de junho, com 1.095 pessoas acima de 16 anos. A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais. O estudo foi registrado no TSE sob o número DF-08746/2026.

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