- Abelardo de la Espriella ficou na frente no segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, com menos de 1% de vantagem sobre Iván Cepeda, em resultados preliminares.
- Cepeda pediu a recontagem de votos em cerca de trinta e três mil seções eleitorais, enquanto o presidente Gustavo Petro pediu aguardar os resultados oficiais.
- O candidato, conhecido como “El Tigre”, é visto como outsider de direita, prometendo endurecer contra crime, narcotráfico e corrupção.
- O movimento Defensores da Pátria busca atrair eleitores descontentes e recebe apoio de setores da classe política tradicional e empresários.
- No primeiro turno, De la Espriella já havia sido o mais votado; ele atua como advogado de casos de alto perfil e defende uma postura antielite.
Abelardo de la Espriella venceu no segundo turno da eleição presidencial da Colômbia em apuração preliminar, com vantagem de menos de 1% sobre Iván Cepeda, candidato da esquerda ligada ao presidente Gustavo Petro. Ainda não há resultado final, e Cepeda pediu recontagem em 33 mil seções eleitorais. Petro afirmou que apenas os dados oficiais poderão confirmar o resultado.
Conhecido como El Tigre, o advogado e empresário nasceu em Bogotá em 1978 e atua como outsider na política. A campanha Defensores da Pátria o posiciona como favorito a enfrentar a violência, o narcotráfico e a corrupção, prometendo ações mais duras contra a criminalidade e a ilegalidade.
De la Espriella construiu uma figura de estrita segurança pública, com forte aparato de proteção para atos públicos. O discurso de linha dura inclui críticas à reforma de paz e à Justiça Especial para a Paz, e ele diz buscar apoio internacional para suas propostas de combate ao crime.
Contexto e composição do cenário
A campanha contou com o apoio de figuras do Congresso e de redes empresariais, além de alianças com o Movimento Salvação Nacional. Analistas destacam que o público que o apoia enxerga nele autonomia em relação à elite política tradicional, embora haja críticas sobre a necessidade de experiência na gestão do Estado.
A trajetória do candidato inclui atuação em casos de grande repercussão, como defesa de figuras associadas a controvérsias empresariais e políticas. A equipe ressalta que sua experiência empresarial e jurídica molda um estilo direto e contestatório, sem abrir mão de uma agenda de segurança pública.
Especialistas divergem sobre a classificação ideológica de De la Espriella, alguns o apontam como ultradireita e outros falam em direita populista ou extrema coerência, frase que ele próprio usa para defender princípios fundamentais em vez de rótulos.
A temporada eleitoral também contou com a participação de candidatos a vice e a presença de autoridades que, segundo análises, permanecem conectados aos partidos tradicionais. A cobertura ressalta a volatilidade do cenário e o peso de apoios institucionais na transição entre turnos.
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