- Caiado, pré-candidato do PSD, afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso em 5 de janeiro um pacote com reformas tributária, trabalhista, administrativa e política.
- O deputado defende o voto distrital e a limitação da reeleição presidencial a um único mandato.
- Criticou o modelo atual da reforma tributária, defendendo ajustes para não penalizar profissionais liberais sem crédito.
- Também pediu mudanças na Previdência, argumentando que o sistema é insustentável com o envelhecimento da população.
- Em segurança pública, disse que o plano será baseado em experiências de Goiás e destacou a importância de autoridade moral na liderança federal; criticou a condução econômica do governo.
Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, afirmou nesta segunda-feira que, se eleito, enviará ao Congresso um pacote de reformas ainda no primeiro dia de governo. O conjunto incluiria propostas nas áreas tributária, trabalhista, administrativa e política, com voto distrital e restrição à reeleição presidencial.
A declaração ocorreu durante o evento Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Caiado explicou que pretende apresentar todas as reformas em 5 de janeiro, data que marcaria o início do mandato, caso seja eleito.
Sobre a reforma tributária, o ex-governador de Goiás disse que o modelo atual pode prejudicar profissionais liberais e prestadores de serviços, defendendo ajustes para evitar penalizações a determinados segmentos. Ele citou a necessidade de ampliar crédito e esclarecer impactos setoriais.
Em relação à Previdência, Caiado argumentou que o sistema atual não é sustentável diante do envelhecimento populacional e da fila de beneficiários. O tema aparece entre as reformas prioritárias do seu programa de governo.
No campo da Segurança Pública, o pré-candidato enfatizou que o seu plano se baseará em experiências já aplicadas em Goiás. Ele destacou que o país precisa de autoridade moral na liderança federal para aumentar a eficácia das políticas públicas.
Caiado criticou a condução econômica e institucional do governo federal, afirmando que a competitividade do Brasil vem sendo comprometida. Segundo ele, é preciso governabilidade aliada a ações responsáveis para atrair investimentos.
O ex-governador apontou ainda a necessidade de equilíbrio fiscal, redução de juros reais e uma política industrial de longo prazo. Ele reiterou a proposta de reformas amplas como caminho para recuperar a confiança de agentes econômicos.
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