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Campanha de Lula propõe saída de Wagner após escândalo envolvendo presidente

PT avalia afastar Jaques Wagner da liderança no Senado para evitar que escândalo Master contamine Lula

Montagem de fotos com Daniel Vorcaro, Jaques Wagner e Lula: PT teme que presidente seja arrastado para o escândalo do Master. Fotos de: Banco Master/Divulgação-Edilson Rodrigues/Agência Senado-Wilton Junior/Estadão
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  • A coordenação da campanha de Lula avalia que o escândalo envolvendo Jaques Wagner no caso Master contamina o presidente e recomenda a saída dele da liderança o mais rápido possível.
  • Lula terá uma conversa definitiva com Wagner nesta quarta-feira, 24, em Brasília, para tratar do tema; Wagner nega ter recebido propina e não pretendia deixar o cargo antes.
  • A senadora Teresa Leitão (PT-PE) é cotada para assumir a liderança do governo no Senado, com argumento de que não teria atuado para derrubar Wagner.
  • O PT pretende manter discurso de apoio às investigações sobre o Master, independentemente de o alvo ser oposição ou aliado, e enfatizar a defesa do próprio processo.
  • A Bahia é considerada estratégica para a campanha; Lula comparece à solenidade de independência em 2 de julho ao lado de Jerônimo Rodrigues e de Wagner, que também buscam vagas para o Senado.

A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o escândalo envolvendo Jaques Wagner, líder do governo no Senado, já atinge o presidente. Em reunião fechada, a cúpula recomendou a saída de Wagner da liderança o mais rápido possível para se defender. O PT sinaliza que apoia investigações, independentemente de serem contra opositores ou aliados.

Pesquisas analisadas pela direção apontam que a disputa pela Presidência pode estar mais apertada do que indicam os levantamentos. A queda de apoio de Bolsonaro, ligada às ligações com o dono do Banco Master, teria sido contida pelos desdobramentos no governo.

A PF abriu investigações que reacendem a percepção de corrupção associada ao PT, lembrando episódios anteriores de Lava Jato. A pressão aumenta para que o senador se afaste da liderança, apesar de Wagner negar ter recebido propina do Master.

Até a reunião, Wagner resistia à saída, argumentando que abandonar o cargo seria reconhecer culpa. A defesa do senador sustenta que não houve intermediação envolvendo o Master em negócios do banco.

Ações internas e possíveis substituições

O PT chegou a discutir a indicação de Teresa Leitão, senadora pelo PT de Pernambuco, para ocupar a vaga de líder no Senado. A avaliação é que Leitão não teve atuação para derrubar Wagner, o que fortaleceria a transição.

A conversa entre Lula e Wagner está marcada para quarta-feira, 24, em Brasília, para definir o encaminhamento. A Bahia, estado estratégico para a campanha, recebe eventos com Lula, o governador Jerônimo Rodrigues e Wagner em datas próximas.

Na prática, a ideia é manter o foco em investigações, sem associar a gestão de Lula a novos ataques, mesmo diante de acusações envolvendo Wagner. O desgaste segue em debate, com consequências esperadas para a candidatura no curto prazo.

Contexto e desdobramentos políticos

O caso Master envolve, entre outras acusações, o suposto repasse de recursos a empresas ligadas ao entorno do senador. Dinheiro em espécie e bens de alto valor são apontados pela PF, conforme documentos obtidos pela imprensa.

Wagner sustenta que o dinheiro provém de diárias legais pagas pelo Senado para viagens internacionais, e que o apartamento em Salvador teria finalidade de residência temporária da filha, com opção de recompra pelo investidor.

A defesa enfatiza que não houve atuação indevida em negócios do Banco Master. Ainda assim, a imagem do episódio aumenta a pressão para que Wagner deixe a liderança, sob o argumento de proteção a Lula e à própria administração do Senado.

A Bahia permanece como foco de atuação da campanha, com atuação conjunta de Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues na contagem de votos para as próximas eleições. O cenário político permanece sob monitoramento constante das equipes de comunicação.

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