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Caso Gritzbach: julgamento interrompido por discussão entre advogados e promotor

Julgamento de PMs pela morte de delator do PCC no aeroporto de Guarulhos é interrompido por embate entre defesa e promotor

Policiamento reforçado no Fórum de Guarulhos para julgamento de PMs no caso Antônio Vinícius Gritzbach, nesta segunda-feira (22)
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  • Primeiro dia do julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach terminou em bate-boca entre defesa e promotor Rodrigo Merli Antunes, após provocação do promotor.
  • Um dos advogados chegou a sair da área reservada e ameaçou deixar a sessão; o juiz pediu que Antunes não passasse perto da defesa.
  • Os três policiais militares réus — Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva — são apontados como atiradores e motorista da fuga no ataque ocorrido no aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024.
  • O ataque deixou a morte de Gritzbach e de Celso Araújo Sampaio de Novais, empresário de aplicativo, além de ferir duas pessoas; três suspeitos estão foragidos, incluindo possíveis mandantes.
  • As defesas questionam provas usadas pela acusação, como dados de antenas de telefonia e exames periciais; o processo está suspenso para alguns foragidos que não foram notificados.

O julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024, foi interrompido por uma troca de provocações entre advogados de defesa e o promotor da acusação. O bate-boca ocorreu após uma provocação do promotor Rodrigo Merli Antunes.

Um dos defensores chegou a deixar a área reservada e se aproximou da porta do auditório, sob protesto. A discussão envolveu ainda o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que pediu que Antunes evitasse transitar próximos aos advogados.

Estão no banco dos réus

Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva respondem como atiradores e motorista do carro de fuga no atentado. Eles negam participação no crime e afirmam que as provas foram forjadas pela acusação.

Detalhes do caso

A promotoria baseia a acusação em dados de antenas de telefonia, usados para situar os policiais na cena do ataque. Defesas contestam exames de material genético e outros elementos periciais. Três suspeitos permanecem foragidos.

Situação processual

Mesmo réus no mesmo processo, Kauê do Amaral Coelho, Emílio Carlos Gongorra Castilho e Cigarreira não terão julgamento definido, entre eles o segundo e o terceiro já saíram do país. Didi, foragido, deve ser julgado separadamente em data ainda não marcada.

Contexto do crime

A motivação, segundo a polícia, envolvia vingança e prejuízo financeiro. Gritzbach era acusado pelos PCC de involvement no desaparecimento de cerca de US$ 100 milhões de Cara Preta, traficante morto em 2021. Gritzbach negava participação, mas admitia lavagem de dinheiro.

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