- Abelardo de la Espriella, advogado e empresário de 47 anos, venceu o segundo turno com 49,65% dos votos, ante 48,7% de Iván Cepeda, conforme apuração preliminar.
- A eleição ocorreu em meio à violência pública, com protestos em cidades como Bogotá e Cali e queimadas de bandeiras dos Estados Unidos.
- Espriella celebrou em Barranquilla, anunciando o início de uma “nova era” e dizendo que governará até 2030; é conhecido pelo apelido “El Tigre”.
- Ele afirmou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que houve reconhecimento da vitória; também recebeu cumprimentos de líderes de democracias.
- Cepeda reconheceu o resultado, mas informou que vai impugnar 33 mil mesas de votação; a participação histórica foi de mais de 26,3 milhões de eleitores (63,59%).
O advogado e empresário Abelardo de la Espriella venceu a disputa presidencial na Colômbia ao obter a maior parte dos votos no segundo turno. A vitória ocorreu no contexto de uma das eleições mais acirradas da história do país. O resultado final ainda depende da divulgação da contagem definitiva.
De la Espriella, de 47 anos, sem experiência política prévia, conquistou a oportunidade de governar até 2030 ao derrotar o senador Iván Cepeda, alinhado ao governo. A diferença de votos ficou abaixo de 1 ponto percentual, em um pleito marcado por violência e violência associada a grupos criminosos, segundo relatos oficiais.
O comitê de campanha do vencedor afirmou ter mantido contato com apoiadores ao longo da noite, em Barranquilla, onde houve celebração sob forte proteção. O vencedor reivindicou apoio internacional e disse ter conversado com autoridades de outras democracias, além de mencionar contatos com líderes de aliados.
Resultados oficiais e desdobramentos
A apuração preliminar aponta Espriella com 49,65% dos votos e Cepeda com 48,7%. A contagem final deve ser divulgada nesta segunda-feira. A participação histórica atingiu mais de 26,3 milhões de votos, equivalente a 63,59% do eleitorado, recorde para o segundo turno.
Cepeda reconheceu o resultado, mas informou que a campanha vai impugnar 33 mil mesas de votação durante a apuração. A defesa jurídica já iniciou o protocolo para contestação junto aos órgãos eleitorais, em todo o território nacional. O partido do presidente Gustavo Petro, Pacto Histórico, afirmou respeitar as regras democráticas.
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