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Defesa de PMs acusados de matar delator do PCC afirma que provas foram forjadas

Defesa de PMs alega que provas baseadas em antenas de celular e material genético foram forjadas no caso do assassinato de delator do PCC no aeroporto de Guarulhos

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach morto no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024
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  • Defesa de três policiais militares afirma que as provas contra eles foram forjadas, contestando dados de antenas de celular, coleta de material genético e outras perícias.
  • Advogados sustentam que nenhum dos PMs estava no aeroporto quando ocorreu o ataque no aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024.
  • A acusação se baseia em dados de ERBs (estações de rádio base) para indicar deslocamento dos policiais de Osasco para Guarulhos; defesa afirma que essas provas não foram consideradas.
  • O julgamento, considerado um dos casos mais relevantes do caso Gritzbach, começou nesta segunda-feira e tem previsão de durar cinco dias; três demais réus continuam foragidos.
  • A defesa cita participação de policiais civis no planejamento do crime e contesta a validade de exames de DNA no veículo utilizado, alegando inconsistências e quebra de cadeia de custódia.

Defesa de PMs acusados de matar delator do PCC sustenta que provas são forjadas, segundo os advogados. Eles contestam dados de antenas de celular, coleta de material genético e outras perícias usadas para apontar autoria no ataque ocorrido no aeroporto de Guarulhos.

O caso envolve PMs identificados como Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva. A defesa afirma que nenhum deles estava no aeroporto no momento do atentado, contestando também a origem das provas utilizadas pela acusação.

O ataque, ocorrido em Guarulhos, foi registrado em novembro de 2024 e envolve o assassinato de Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, delator ligado ao PCC. O trio é apontado como atiradores e motorista do veículo, enquanto outros réus, presos ou foragidos, são considerados mandantes.

Segundo os advogados, as ERBs que embasaram a investigação teriam indicado a presença dos PMs em Osasco e Cotia próximo ao horário do crime, mas a promotoria sustenta que as informações apontam deslocamento pela marginal Tietê em direção a Guarulhos, com suposto desligamento dos celulares.

Além disso, a defesa questiona a coleta de DNA no veículo utilizado no ataque. Alega que o material genético não foi encontrado na perícia inicial e só apareceu após registros de denúncia anônima, levantando dúvidas sobre cadeia de custódia e preservação das provas.

Sobre a participação de policiais civis, a defesa alega indícios de envolvimento de órgãos da Polícia Civil no planejamento do crime, sugerindo que terceiros teriam motivação para extorquir Gritzbach. Alega haver provas documentais e testemunhais nesse sentido.

A defesa citou que dois investigadores da DHPP, que atuavam quando Gritzbach foi preso, seriam ouvidos como testemunhas no julgamento, com potencial para esclarecer supostas falhas na investigação, conforme sustentado pelos advogados.

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