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Delegado preso por corrupção é acusado de usar PCC para coagir vítima

MPRR denuncia delegado por abuso de autoridade, peculato e falsidade ideológica; acusações incluem coação de vítimas com ameaça vinculada ao PCC

Rick da Silva e Silva
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  • O Ministério Público de Roraima apresentou duas denúncias criminais contra o delegado Rick da Silva e Silva, alegando abuso de autoridade, peculato, falsidade ideológica e constrangimento de presos em fatos ocorridos em 2025.
  • Na primeira denúncia, de 13 de agosto de 2025, ele tentou entrar sem mandado em uma casa no bairro Nova Vitória, em Rorainópolis, ameaçando quem estava no local para forçar a entrada.
  • Em outro caso, em 24 de março, teria levado medicamentos apreendidos para uso próprio e ordenado que a escrivã não registrasse os itens no auto de apreensão, configurando possível falsificação de documento público.
  • A denúncia também afirma que o delegado pressionou psicologicamente uma vítima para depor contra o marido, simulando a existência de uma facção criminosa, o PCC, para intimidar a família.
  • Rick da Silva permanece preso desde 14 de abril, já era alvo de outras investigações, incluindo afastamento de 180 dias por suposto balcão de negócios na delegacia e investigação sobre possível interferência em um caso de homicídio de casal carbonizado.

O Ministério Público de Roraima (MPRR) apresentou duas denúncias criminais contra o delegado da Polícia Civil Rick da Silva e Silva. As acusações apontam abusos de autoridade, peculato, falsidade ideológica e constrangimento de presos, envolvendo ações em 2025. O caso envolve ameaças a vítimas, suposta coerção durante investigações e retirada de itens de uma residência.

Na primeira denúncia, referente a 13 de agosto de 2025, Rick da Silva acompanha outros três policiais até uma residência no bairro Nova Vitória, em Rorainópolis, buscando um suposto aparelho de som furtado. O morador negou o equipamento, mas, segundo o MP, o delegado tentou entrar sem mandado e sem flagrante. Imagens gravadas pela esposa da vítima mostram o morador se trancando e o delegado partindo para ameaças para forçar a entrada.

Em outra ocorrência, ocorrida em 24 de março, o delegado teria levado medicamentos encontrados na casa das vítimas, incluindo ampolas de Deposteron e canetas de GH, mantendo-os para uso próprio. A acusação sustenta que ele ordenou que a escrivã não registrasse os itens no auto de apreensão, o que configura possível falsificação de documento público. Também é relatado que ele pressionou psicologicamente uma das vítimas para depor contra o marido, alegando a existência do PCC para coação.

Denúncias e contexto

Segundo o MP, as condutas teriam ocorrido em concurso de crimes, envolvendo peculato, abuso de autoridade e constrangimento de presos. O delegado confirmou ter dito as frases gravadas, mas disse que as ações ocorreram em meio a uma discussão, negando ter tentado forçar a entrada ilegal. A vítima chorou durante o depoimento, conforme o documento.

Rick da Silva está preso desde 14 de abril, em meio a outras investigações no estado. Em processo relacionado, a Justiça de Roraima já determinou afastamento dele por 180 dias, sob suspeitas de transformar a Delegacia de Rorainópolis em um ambiente de favorecimentos, com cobrança de propina e ligações com uma advogada específica. Ação também envolve possível interferência em investigações de um caso de morte de um casal carbonizado, no qual haveria tentativas de influenciar investigações e esconder provas.

A prisão ocorreu durante a Operação Conluio, realizada por equipes da Polícia Civil, Gaeco e a inteligência da SSP-RR. O conjunto de indícios aponta ainda para possível cooptação de figuras externas e pressão sobre testemunhas, conforme apuração do MP e da Justiça. A defesa do delegado já se manifestou, alegando contestar as acusações e apresentar sua versão sobre os fatos.

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