- A vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella na Colômbia amplia o bloco de países governados por forças de direita ou centro-direita na América Latina; a posse deve ocorrer em agosto.
- Com a saída de Gustavo Petro, a Colômbia deixa o grupo de governos alinhados à esquerda e passa a integrar o bloco conservador ou de centro-direita da região.
- A Colômbia é a quarta maior economia da América Latina; a mudança reforça o peso geopolítico do país na segurança, combate ao narcotráfico e relações com os Estados Unidos.
- O bloco de direita ou centro-direita já reúne Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Paraguai, El Salvador, Panamá, Costa Rica, Honduras e República Dominicana; a entrada colombiana solidifica a tendência.
- A possível vitória de Keiko Fujimori no Peru pode ampliar ainda mais esse grupo, fortalecendo a presença de governanças de direita na região.
A vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia marcou a entrada do país em um bloco de governos conservadores ou de centro-direita na América Latina. A posse está prevista para agosto, substituindo o governo de esquerda de Gustavo Petro.
Com isso, a Colômbia deixa formalmente a aliança de esquerda e passa a integrar o conjunto de nações lideradas por governos mais conservadores na região. A mudança é relevante por envolver a quarta maior economia da região e um país com papel central em segurança e relações com os EUA.
A formação atual de direita inclui Argentina (Milei), Chile (Kast), Bolívia (Paz), Equador (Noboa), Paraguai (Peña), El Salvador (Bukele), Panamá (Mulino), Costa Rica (Fernández) e Honduras (Asfura). A entrada colombiana amplia esse eixo.
Novo quadro regional
Se Keiko Fujimori vencer no Peru, o país pode integrar esse bloco, ampliando uma maioria conservadora entre as maiores economias. A guinada regional contrasta com ciclos anteriores de avanços da esquerda.
O bloco de esquerda permanece com Brasil (Lula) e México (Sheinbaum), além de Guatemala, Uruguai, Suriname, Guiana e, em muitos diagnósticos, Cuba, Nicarágua e Venezuela. Honduras ainda figura entre governos mais contestados regionalmente.
Impactos estratégicos e cooperação
A nova configuração pode favorecer planos dos EUA para ampliar aliados na região, com o Escudo das Américas ganhando adesões. Washington aponta que mais países podem se juntar para cooperação em segurança, combate às drogas e criminalidade.
Abelardo de la Espriella já sinalizou a intenção de aderir ao Escudo das Américas caso tome posse. No Brasil, sinais de interesse em cooperação com os EUA também foram citados por figuras da direita.
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