- Um juiz ordenou que Begoña Gómez entregue o passaporte e não deixe a Espanha, com obrigatoriedade de se apresentar ao tribunal duas vezes por mês.
- Gómez é investigada por peculato, tráfico de influência, corrupção em negócios e apropriação indébita de fundos, supostamente usando o casamento para avançar na carreira.
- A investigação começou em 2024, após denúncia de um grupo anticorrupção; o primeiro-ministro Pedro Sánchez se afastou do cargo por quase uma semana na época.
- Além dela, aliados próximos de Sánchez enfrentam investigações, incluindo uma operação na sede do PSOE e os ex-primeiros-ministros José Luis Rodríguez Zapatero e José Luis Ábalos.
- O ambiente político é de pressão, com eleições previstas até agosto do próximo ano e sondagens indicando possibilidade de vitória do Partido Popular, complicando a coalizão liderada pelo PSOE.
O juiz espanhol ordenou que Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez, entregue o passaporte e não saia da Espanha durante a apuração de acusações de corrupção. Gómez foi proibida de deixar o país e deverá se apresentar ao tribunal duas vezes por mês. A decisão ocorreu no fim de semana.
A investigação, iniciada em 2024 pelo grupo anticorrupção Manos Limpias, envolve acusações de peculato, tráfico de influência, corrupção em negócios e apropriação indébita de fundos. O Ministério Público sustenta que Gómez pode ter usado o casamento para avançar a carreira em uma universidade em Madri.
Tanto Gómez quanto Sánchez negam irregularidades. O governo afirma que a ação tem motivação política e classifica o caso como uma farsa. A defesa diz que as medidas são excessivas e que a proteção policial impede qualquer fuga.
No mesmo conjunto de investigações, a sede do PSOE em Madri foi alvo de uma operação policial recente, com foco no uso de fundos partidários. O objetivo é esclarecer se recursos foram pagos a um jornalista para atacar adversários do partido.
O jornalista Félix Bolaños, ministro da Justiça, afirmou que a justiça prevalecerá. Procuradores destacaram que a investigação pode incluir medidas para evitar tumultos midiáticos, mantendo o foco em evidências e no devido processo.
O caso de Gómez não é isolado no entorno de Sánchez. Ao longo de sua gestão, aliados próximos foram alvo de investigações, e o cenário político espanhol tem visto pressão sobre o PSOE para explicar o uso de fundos partidários. Analistas indicam que o apoio à coalizão já sofreu abalos.
A próxima eleição na Espanha pode ocorrer até agosto do próximo ano. Pesquisas indicam tendência de vitória do Partido Popular (PP) em cenário de eleição antecipada, com possíveis impactos para a coalizão governista. A situação aumenta a incerteza política no país.
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