- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), nesta semana para definir a permanência do parlamentar no cargo de liderança.
- A reunião depende da agenda presidencial e ocorre após a operação da Polícia Federal que atingiu Wagner na quinta-feira, 18 de junho, ampliando a pressão política sobre o Palácio do Planalto.
- A ideia é alinhar os próximos passos e a estratégia do governo diante da crise causada pela operação, com foco em impactos políticos e eleitorais.
- Negeriamente, há pressão de que o governo apresente uma resposta às investigações; aliados defendem que Wagner permaneça na liderança para evitar enfraquecimento do PT na Bahia, onde disputa vagas ao Senado.
- Wagner afirmou que não pretende pedir afastamento e que o tema não foi discutido na conversa com Lula; o Planalto avalia a relação de confiança entre o presidente e o senador como fator a favorecer a continuidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nesta semana com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para definir a permanência do parlamentar no cargo. O encontro depende da agenda presidencial e ocorre após os desdobramentos da operação da Polícia Federal.
A ação, deflagrada na quinta-feira (18/6), atingiu Wagner e aumentou a pressão política sobre o Palácio do Planalto. O senador baiano estava na Bahia no momento da operação, que ampliou o escrutínio sobre a bancada governista.
A ideia é alinhar os próximos passos e a estratégia do governo diante das investigações, avaliando impactos para a base aliada e para a campanha do PT. A crise aumenta a atenção sobre o papel de Wagner na liderança da coalizão.
Apesar da pressão, aliados defendem a continuidade de Wagner no posto, citando a relação de confiança com Lula e a influência dele na articulação no Congresso. A avaliação é que a saída poderia enfraquecer o PT na Bahia, onde Wagner é um peso relevante.
Wagner já afirmou que não pretende pedir afastamento da liderança. Em entrevista à BandNews, ele disse que a função pertence ao presidente e que o tema não foi discutido com Lula. Lula afastou-se de comentar o assunto em Belo Horizonte, respondendo apenas com um gesto.
Interlocutores do Planalto reconhecem que a operação surpreendeu o governo, que planejava enfrentar questionamentos sobre o Banco Master, mas não previa um abalo político ligado a um dos principais articuladores da base.
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