- Joaquim Barbosa aparece com cerca de 1% das intenções de voto no Datafolha de junho, em todo o país.
- O desempenho fraco impacta o Democracia Cristã, que trocou Aldo Rebelo por Barbosa para melhorar o desempenho eleitoral.
- Aldo Rebelo foi expulso do DC após a troca de candidaturas, contestou na Justiça e afirma permanecer na campanha.
- Barbosa tem se mantido mais contido, criou novos perfis nas redes sociais e citou estudar a possibilidade de disputar o cargo mais difícil do país.
- Em maio, o DC divulgou um vídeo com deepfake de Barbosa; ele criticou a tática e não houve confirmação de oficialização de candidatura.
Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, aparece com apenas 1% das intenções de voto em pesquisa Datafolha divulgada em junho. O levantamento aponta desempenho fraco para o candidato do Democracia Cristã, em meio à campanha que já havia substituído Aldo Rebelo por Barbosa.
A troca de candidato ocorreu após Rebelo ter o apoio cortado pelo DC, em meio a críticas internas. A decisão, tomada sem consenso entre Rebelo e boa parte do partido, gerou crise interna e chegou a ameaças de apedrejamento em bastidores.
Rebelo, ex-presidente da Câmara, sustenta que permanece na campanha e pleiteia sua convenção no DC. Ele afirma ter direito judicial de seguir na pré-candidatura, apesar da troca anunciada pelo partido. A Justiça ainda não oficializou outra candidatura para o DC.
Barbosa tem atuado de forma mais contida desde o anúncio da aposta nele. Na semana passada, o ex-ministro criou novos perfis nas redes sociais e indicou que avalia disputar o cargo, ressaltando o desafio inerente ao objetivo.
A performance de Barbosa continua abaixo de outros nomes citados pelo DC em pesquisas anteriores, o que motiva questionamentos sobre a estratégia eleitoral do partido. A eleição de 2026 ainda está distante, com o cenário em construção.
Este é o terceiro avanço público de Barbosa na busca por vaga na Presidência. O ex-ministro presidiu o STF entre 2012 e 2014 e atua na advocacia desde 2015, sem ter ocupado cargo público eletivo. Em 2018 e 2022 houve menção de candidatura, mas sem confirmação.
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