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Mendonça rejeita ações contra posts que chamam Flávio de futuro presidente

Ministro André Mendonça rejeita ações contra posts que chamam Flávio Bolsonaro de futuro presidente, apontando ausência de pedido explícito de voto

Ministro reconheceu tom elogioso e declaração de apoio, mas não viu propaganda antecipada. (Foto: Luiz Roberto/TSE)
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  • O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, André Mendonça, rejeitou dois pedidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) para EXCLUSÃO de postagens consideradas propaganda eleitoral antecipada em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
  • As ações tratavam de conteúdos difundidos pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) e, em uma postagem, mostravam Flávio com a faixa presidencial e a frase “eu apoio Flávio Bolsonaro para presidente”.
  • Mendonça afirmou que a expressão “eu apoio” não configura, necessariamente, pedido explícito de voto, distinguindo apoio político de propaganda eleitoral direta.
  • A segunda representação relacionava a aprovação, pela CCJ do Senado, de projeto sobre redução da maioridade penal e atribuiu a Flávio influência sobre a definição, usando expressões como “nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro”.
  • O ministro concluiu que as expressões indicam simpatia ou preferência, não configurando, por si, propaganda eleitoral antecipada ilícita, desde que não haja pedido explícito de voto.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça rejeitou dois pedidos da Federação Brasil da Esperança para excluir postagens consideradas propaganda eleitoral antecipada em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As decisões foram proferidas na sexta-feira passada, 19 de junho. O julgamento envolve ações apresentadas contra conteúdos veiculados na internet.

As representações citam a atuação do deputado federal Mario Frias (PL-SP) na disseminação dos conteúdos. Em uma das postagens, publicada no Instagram do perfil flaviobolsonaroapoio e republicada por Frias, aparece Flávio com a faixa presidencial e a frase de apoio ao seu nome para a Presidência.

Mendonça explicou que, embora o conteúdo revele preferência política e associe o nome de Flávio Bolsonaro ao cargo, não há, em juízo preliminar, pedido explícito de voto ou expressão semanticamente equivalente a pedido de voto. O ministro destacou que a expressão apoiar não se confunde necessariamente com abrir convites diretos para votar, desde que não haja pedido explícito de voto.

Contexto sobre a expressão futuro presidente

A outra representação trata de postagens relacionadas à aprovação na CCJ do Senado da proposta de redução da maioridade penal. Os conteúdos atribuem a aprovação à influência de Flávio Bolsonaro e usam termos como futuro presidente, futuro governo e futuro presidente chegando.

Mendonça afirmou que, apesar da conotação política, as expressões indicam apenas simpatia ou preferência e não configuram, por si mesmas, propaganda eleitoral antecipada ilícita. Conforme o ministro, a pré-campanha permite manifestações de apoio e defesa de pautas, desde que não haja pedido explícito de voto ou equivalente de conteúdo eleitoral inequívoco.

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