- O Centro Observatório das Instituições Brasileiras da USP criou um Grupo de Trabalho para pesquisar violência de gênero e feminicídio.
- O objetivo é levantar dados e desenvolver estudos para subsidiar políticas públicas de prevenção e enfrentamento dessa violência.
- O grupo envolve juízas de direito, promotoras de justiça, pesquisadoras de universidades públicas e a senadora Daniella Ribeiro.
- A pesquisa vai georreferenciar locais dos fatos, residências das vítimas e serviços de atendimento, usando dados públicos, boletins de ocorrência e dados do sistema de saúde.
- Dados recentes apontam 1.568 mulheres mortas por feminicídio no Brasil em 2025, quase cinco casos por dia, com São Paulo apresentando o maior número total.
O Centro Observatório das Instituições Brasileiras (COI) da USP criou um Grupo de Trabalho para pesquisar violência de gênero e feminicídio. A iniciativa visa levantar dados e promover estudos que subsidiem políticas públicas de prevenção e enfrentamento dessas violências.
O projeto busca mapear a ocorrência de feminicídio tanto em escala local quanto social, incluindo histórico de queixas das vítimas e serviços procurados. A ideia é georreferenciar locais das ocorrências, residências e atendimentos, para orientar ações estruturais.
Segundo dados de março de 2026, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta 1.568 mulheres mortas por feminicídio no Brasil em 2025, média de quase cinco casos por dia. A vice-presidenta do COI, Maria Arminda do Nascimento Arruda, destaca a relevância do tema para políticas públicas.
Objetivo da pesquisa
A juíza Helena Campos Refosco, coordenadora-acadêmica, explica que a pesquisa será empírica, metodológica e sistemática. O foco é apoiar ações replicáveis em outros estados, com uso de bancos de dados públicos, boletins de ocorrência, dados do Sistema de Saúde e processos anonimizados.
Composição do Grupo de Trabalho
O grupo é chefiado pela vice-presidente do COI, Arruda, como coordenadora-geral, com três juízas do TJSP como coordenadoras-acadêmicas: Refosco, Maria Isabel Rebello Pinho Dias e Tatiane Moreira Lima. Pesquisadoras e promotoras de justiça integram o núcleo, junto a profissionais de saúde, universidades como USP e UEPB, e a senadora Daniella Ribeiro.
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