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Patriotismo em queda nos EUA não impede republicanos de manter orgulho nacional

Patriotismo nos EUA cai entre democratas; republicanos mantêm orgulho, impactando a percepção do país no contexto do aniversário de 250 anos da Independência

Comemoração do 4 de Julho em Avondale Estates, Georgia, em 2025. (Foto: EFE/EPA/ERIK S. LESSER)
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  • A pesquisa do Public Religion Research Institute aponta queda no patriotismo americano em meio ao 250º aniversário da Declaração de Independência: 51% têm extremo ou muito orgulho de ser americano e 49% do orgulho pela história de 250 anos.
  • O orgulho é fortemente associado à filiação partidária: aproximadamente 83% dos republicanos têm orgulho extremo ou muito, enquanto democratas e independentes ficam em torno de 43–44% e 31–28%, respectivamente.
  • Apenas 24% disseram que os Estados Unidos são um bom exemplo moral para o mundo; 18% aprovam a forma como a democracia funciona hoje.
  • Sobre o Sonho Americano, 49% concordam que trabalhar duro leva ao progresso, versus 50% que discordam; republicanos apresentam 76% de concordância, independentes 46% e democratas 30%.
  • Outros dados mostram 44% dos americanos concordando que Deus deu aos EUA um papel especial na história, enquanto 52% discordam; há mudanças desde 2012, com maior descrença entre alguns grupos religiosos. Além disso, progressistas tendem a ver países europeus de forma mais favorável do que os EUA (França 81%, Reino Unido 78%, Alemanha 67%).

Um estudo recente do Public Religion Research Institute (PRRI) aponta uma queda no patriotismo entre os americanos, em meio à preparação para o 250º aniversário da Declaração de Independência. A pesquisa destaca que 51% dizem ter extremo ou muito orgulho de ser americano, e 49% do país ao longo de 250 anos.

Os dados indicam que esse declínio é mais pronunciado entre democratas, com 43% a 44% de orgulho extremo ou muito alto sobre a história dos Estados Unidos, enquanto entre republicanos essa avaliação fica em 83% e 82%. Independentes apresentam 43% e 44% nos mesmos itens.

A sondagem também questionou se os EUA são um bom exemplo moral para o mundo, com apenas 24% concordando, e 18% aprovando o funcionamento da democracia no país. Os números refletem uma visão de 50% contra 49% sobre progressão pelo esforço individual.

Sobre o Sonho Americano, 49% concordam que o esforço pode levar a avanços, enquanto 50% discordam. A pesquisa aponta que republicanos tendem a acreditar mais no Sonho Americano (76%), seguidos por independentes (46%) e democratas (30%).

Segundo Robet P. Jones, presidente do PRRI, há uma divergência marcante entre republicanos e os demais grupos: a percepção de país é muito diferente entre republicanos e entre independentes e democratas. A partir disso, a credibilidade de ideais nacionais aparece segmentada.

A pesquisa também avaliou a ideia de um papel especial de Deus na história dos EUA. Enquanto 44% concordam com a providência divina, 52% discordam. O levantamento mostra que esse ponto de vista é menos compartilhado hoje por diversos grupos religiosos, exceto por algumas denominações específicas.

Em 2012, a maioria dos grupos religiosos acreditava na providência divina. Hoje, essa tendência persiste apenas entre mórmons, protestantes evangélicos brancos e protestantes hispânicos e negros, indicando mudanças relevantes na percepção religiosa nacional.

Percepção internacional entre progressistas

Parte dos progressistas vê países europeus com maior aprovação que os Estados Unidos. Entre eleitores de esquerda, 81% aprovam a França, 78% o Reino Unido e 67% a Alemanha, segundo o Napolitan News Service, citado pela divulgação. A visão de país varia conforme o avatar político no poder.

Scott Rasmussen, fundador do Napolitan Institute, ressalta que progressistas se dizem ama da pátria, mas podem ficar desencantados quando o presidente é um republicano. Os dados sugerem uma relação entre liderança e percepção de nação entre esse grupo.

Em síntese, a pesquisa aponta uma polarização acentuada: republicanos exibem maior orgulho nacional, enquanto democratas e independentes apresentam distâncias mais perceptíveis. A comparação com visões sobre Deus, moralidade e o Sonho Americano acompanha esse panorama.

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