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Pesquisa aponta risco de não renovação do mandato de Jaques Wagner

PF investiga suposto recebimento de propina do Banco Master, e o caso pode comprometer a reeleição de Jaques Wagner e as candidaturas da base na Bahia

Jaques Wagner: líder de Lula no Senado está na mira da PF por conta o Banco Master (José Cruz/Agência Brasil)
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  • Jaques Wagner, líder do governo no Senado, foi alvo de operação da Polícia Federal e é investigado por possível recebimento de propina do Banco Master em troca de apoio parlamentar.
  • O PT pode sentir impacto político, já que a apuração envolve o partido e pode influenciar a reeleição de Wagner, além das pretensões de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
  • De acordo com a pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada em 13 de maio, Wagner aparece em segundo lugar na corrida ao Senado na Bahia, com 40,6%, atrás de Rui Costa, com 48,8%.
  • Na disputa, João Roma aparece com 24,8% e Angelo Coronel com 23,2%, seguidos por Delliana Ribeiro, com 5,7%.
  • O cenário indica que a vantagem de Wagner é fragilizada pela investigação, que pode ser explorada pela oposição na campanha ao Congresso.

O líder do governo de Lula no Senado, Jaques Wagner, do PT da Bahia, é alvo de uma operação da Polícia Federal realizada na semana passada. Ele é investigado por possível recebimento de propina do Banco Master em troca de apoio parlamentar. A apuração ainda está em curso.

Wagner concorre à reeleição ao Senado, mandato que ocupa desde 2019. A investigação envolve o PT nacionalmente e pode influenciar o desempenho do partido nas contendas na Bahia, onde Wagner aparece como um dos favoritos na corrida ao Senado.

A PF levou a diligências em endereços associados ao parlamentar. O caso surge num momento em que Wagner figura com boa vantagem na disputa, segundo pesquisas anteriores, mas pode sofrer efeitos desdobrados das investigações.

Contexto eleitoral na Bahia

Segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 13 de maio, Rui Costa lidera com 48,8% das intenções de voto, e Wagner aparece com 40,6%. João Roma soma 24,8% e Angelo Coronel 23,2%, ambos na disputa pelo Senado baiano.

O terceiro colocado, Roma, ex-ministro de Bolsonaro, é o principal nome de oposição da Bahia. Após a ação da PF, o PL nacional e Roma criticaram a gestão petista e cobraram rigor nas investigações, sem amplificar o tema em maior proporção.

Angelo Coronel, que também busca a reeleição, foi retirado de aliança antiga entre PSD e PT na Bahia. Não comentou as investigações até o momento, mas pode conquistar votos de eleitores de apoio a prefeitos do interior e manter diálogo com diferentes espectros políticos.

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