- A sabatina organizada pela União dos Vereadores e Gestores Públicos do Paraná (Uvepar) e pela Escola Paranaense de Direito mostrou temas de gestão para a disputa de 2026, com entrevistas de 30 minutos aos pré-candidatos Requião Filho, Rafael Greca, Luiz França e Sandro Alex, ao longo de dois dias.
- Luiz França defende rever a estrutura administrativa do estado, sugerindo que municípios de pequeno porte sejam incorporados a cidades maiores como distritos, com repasses baseados em desempenho.
- Requião Filho propõe reduzir impostos para micro e pequenas empresas, revisar a privatização da Copel e ampliar apoio aos produtores rurais do interior, com foco em reduzir custos.
- Sandro Alex ressalta equilíbrio fiscal como base do crescimento, destacando a atual saúde financeira do Paraná e a continuidade de investimentos em infraestrutura e descentralização.
- Rafael Greca defende diálogo entre correntes políticas e rejeita polarização, enfatizando políticas públicas que melhorem a vida da população sem depender de bandeiras ideológicas.
A sabatina com pré-candidatos ao governo do Paraná, promovida pela União dos Vereadores e Gestores Públicos do Paraná (Uvepar) e pela Escola Paranaense de Direito, abriu o conjunto de temas que devem orientar a corrida eleitoral de 2026. Ao longo de dois dias, vereadores e gestores municipais acompanharam entrevistas de 30 minutos com os candidatos Requião Filho (PDT), Rafael Greca (MDB), Luiz França (Missão) e Sandro Alex (PSD).
Os blocos de perguntas priorizaram desenvolvimento regional, economia, agricultura e infraestrutura, apontando os primeiros diagnósticos dos políticos sobre o futuro dos municípios paranaenses. Um mediador destacou a importância do contato direto entre mandato e eleitor.
Luiz França defende repasses por desempenho e revisão da estrutura dos municípios
França abriu a participação concentrando-se na necessidade de reestruturar a administração estadual e a distribuição de recursos. O candidato não vê justificativa para 399 municípios e propõe incorporar distritos a cidades maiores para reduzir gastos e ampliar serviços.
Ele defende repasses condicionados a indicadores de desempenho, premiando gestões que apresentem avanços em áreas estratégicas. A ideia é medir resultados pela qualidade dos serviços entregues, não pela proximidade com o governo.
Rafael Greca critica polarização e defende equilíbrio na política
Greca dedicou boa parte do tempo a discutir o cenário político atual, defendendo equilíbrio como posição estratégica. O ex-prefeito de Curitiba afirma que políticas públicas não devem depender de alinhamento ideológico para gerar resultados.
Para o candidato, desenvolvimento econômico, saúde e educação precisam caminhar juntos, sem tratar pautas como excludentes. Em linha nacional, ele enfatizou a importância do diálogo entre diferentes correntes para a transformação social.
Requião Filho defende redução de impostos e apoio ao interior
Requião Filho criticou o modelo econômico atual do estado e defendeu a redução da carga tributária para micro e pequenas empresas. O pré-candidato afirmou que o ICMS elevado eleva o custo de vida no Paraná.
Entre as propostas, está a criação de uma política de ICMS zero para micro e pequenas empresas, além de revisões à privatização da Copel. O objetivo é estimular o comércio local e a produção rural com crédito e incentivos.
Sandro Alex aposta em equilíbrio fiscal para manter crescimento
Sandro Alex ressaltou os indicadores econômicos positivos do Paraná, atribuindo-os ao equilíbrio fiscal e à continuidade das políticas atuais. O pré-candidato do PSD destacou a importância de manter o ritmo de investimentos em infraestrutura.
Ele apontou a descentralização de serviços e maior parceria com prefeituras como eixo para sustentar o crescimento regional, sem interromper projetos já em andamento. O foco é manter a atração de investimentos com responsabilidade fiscal.
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