- A prefeitura de Montreal pediu a suspensão de abordagens policiais aleatórias enquanto 16 oficiais são investigados por suposto racismo e perfilamento racial contra moradores negros e árabes.
- A força policial afastou ou realocou mais de uma dúzia de agentes; dois foi(s) s suspensos e dois casos foram enviados ao diretor de acusações criminais para possível abertura de processo.
- A prefeita Soraya Martinez Ferrada relatou que o marido, que é preto, já foi parado várias vezes pela polícia no último ano, sem motivo aparente.
- As acusações incluem retirar dreadlocks durante abordagens e aplicar multas com base apenas na etnia; o chefe de polícia afirmou que os agentes estão manchando o uniforme.
- A governadora de Quebec, Christine Fréchette, disse que o comportamento é inaceitável, mas afirmou não ver racismo sistêmico, classificando-o como ato de um grupo menor, não do sistema.
Montreal enfrenta uma crise na polícia após denúncias de racismo e de perfilamento. A prefeitura pediu a suspensão de checagens aleatórias feitas pela força, enquanto policiais são investigados por suposto direcionamento a moradores negros e árabes.
A prefeita Soraya Martinez Ferrada disse que, em relatos próximos, o marido dela, Black, foi parado várias vezes ao dirigir. Segundo ela, houve pelo menos cinco abordagens no último ano sem motivo aparente.
A polícia anunciou que mais de uma dúzia de agentes foi realocada ou deslocada para apuração de supostas ações discriminatórias. Dois agentes foram suspensos e outras duas ocorrências foram encaminhadas ao Ministério Público do Quebec para possível impor��ão de acusações.
Investigação e respostas oficiais
A chefe de polícia Fady Dagher afirmou estar surpreso com as acusações, classificando as ações como danosas à imagem da instituição. Os policiais são acusados de cortar dreadlocks durante abordagens e de emitir multas com base apenas na etnia.
A nova governante de Quebec, Christine Fréchette, disse que o comportamento é inaceitável, mas minimizou a ideia de racismo sistêmico, chamando as ações de um grupo pequeno dentro da corporação.
Casos históricos de discriminação permanecem na memória pública. Em 2024, uma ação coletiva reconheceu danos a residentes racializados submetidos a prisões sem justificativa, com evidências de discriminação no entendimento de autoridades. Em 2021, um inquérito provincial relatou que tratamento de uma mulher indígena, sem socorro adequado, evidenciou racismo institucional.
A prefeita defendeu a moratória como passo inicial para reparar relações com a comunidade. Também ressaltou que câmeras corporais são ferramentas importantes para prevenir abusos, ainda que reconheça que a medida não resolve o problema por completo.
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