- Abelardo De La Espriella foi eleito presidente da Colômbia em contagem preliminar, derrotando Iván Cepeda no segundo turno por 49,66% a 48,7%.
- O vencedor, apoiado por uma agenda de segurança linha-dura e políticas econômicas orientadas ao mercado, prometeu reduzir o tamanho do Estado, ampliar a base tributária e encerrar os esforços de paz com grupos armados.
- Ele defende retomar a exploração de petróleo e autorizar o fraturamento hidráulico para elevar a produção a 1,3 milhão de barris por dia.
- Espriella, de 47 anos, é conhecido como advogado e empresário, com histórico de defesa de figuras envolvidas em escândalos, além de atuar no movimento Defensores da Pátria; também é crítico de Gustavo Petro.
- A posse está marcada para 7 de agosto, e Espriella é natural de Montería, cidadão de três países, e tem vínculos com o gênero vallenato.
Abelardo De La Espriella foi eleito presidente da Colômbia neste domingo, segundo a contagem preliminar. O advogado, apoiado por militância antiestablishment, venceu o segundo turno contra Iván Cepeda, do espectro esquerdista, em uma votação observada como mudança estratégica no cenário político.
Na disputa, Espriella teve 49,66% dos votos contra 48,7% de Cepeda, conforme dados da Registradoria Nacional. O segundo turno ocorreu após o candidato antissistema vencer o primeiro turno, em maio, com 43,7% dos votos. O resultado sinaliza forte apoio a pautas de segurança e reformas econômicas.
O eleito tem como projetos reduzir o tamanho do Estado, ampliar a base tributária e encerrar esforços de paz com alguns grupos armados, defendendo resposta militar mais rígida. Entre as propostas, está a retomada da exploração de petróleo e a autorização de fracking para elevar a produção.
Espriella prometeu financiar a própria campanha, apresentando o movimento Defensores da Pátria como autônomo de partidos tradicionais. Ele tem atuação destacada como advogado e, ao mesmo tempo, um amplo conjunto empresarial em vinhos, bebidas, vestuário e imobiliário. A gestão pública deve iniciar em 7 de agosto.
Controvérsias e críticas
O candidato enfrentou questionamentos sobre vínculos com casos de corrupção e como representado por Alex Saab, apontado nos EUA como operador de lavagem de dinheiro para o regime venezuelano. Proferiu defesa de seus clientes, afirmando que isso não implica conduta criminosa.
Relatos do jornalismo investigativo apontaram que várias empresas ligadas ao grupo empresarial de Espriella apresentaram dificuldades financeiras ou foram dissolvidas em 2024. O escritório do advogado foi apontado como o empreendimento mais lucrativo, e a campanha contestou questionamentos sobre o financiamento.
O político rejeita comparações com outros líderes de região e mantém o foco em propostas de segurança pública e crescimento econômico. A posse está programada para ocorrer em 7 de agosto, quando deve assumir oficialmente o cargo.
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