- O TSE determinou a remoção de uma imagem gerada por IA que associava Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, com prazo de 24 horas para o autor, sob pena de multa diária.
- A decisão, assinada pelo ministro André Mendonça, afirma que a publicação promovia desinformação eleitoral ao usar conteúdo fabricado.
- A imagem é um deepfake apresentada como “foto vazada” de brunch organizado por Vorcaro, com Ciro Nogueira e Rogério Marinho apontados como articuladores da candidatura.
- O PL alegou propaganda eleitoral negativa antecipada e apresentou laudo forense digital com 78% de probabilidade de ter sido gerada por IA.
- Também na sexta-feira, Mendonça mandou remover posts que ligavam Flávio Bolsonaro à PEC 12/2026 e pediu ações contra conteúdos de parlamentares da oposição, mantendo o peso mínimo da Justiça Eleitoral no debate público.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de uma imagem gerada por Inteligência Artificial que associava o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, ao banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi publicada na sexta-feira, 19, com prazo de 24h para o autor da postagem no X. O pedido foi feito pelo Partido Liberal (PL), que sustenta propaganda eleitoral irregular.
A imagem é um deepfake apresentada como foto vazada de um brunch organizado por Vorcaro, com Ciro Nogueira e Rogério Marinho apontados como articuladores da candidatura de Flávio Bolsonaro. O ministro André Mendonça destacou que a expressão foto vazada transforma crítica política em desinformação eleitoral. A ação envolve conteúdo fabricado que pode induzir erro sobre fatos relevantes.
O PL pediu a remoção da publicação e a proibição de republicação ou impulsionamento do conteúdo, sob multa diária. Também foi solicitada a atuação de Instagram, Facebook e X para cumprir a decisão em 24h. Não foi incluída a remoção de todos os comentários e compartilhamentos.
Na mesma sexta-feira, Mendonça também atendeu a ação do PL para retirar publicações que associavam Flávio Bolsonaro à PEC 12/2026. Nesse caso, o alvo seriam posts de parlamentares da oposição, como Erika Hilton, Rogério Correia e Lindbergh Farias. Em ambos os casos, o ministro manteve o foco na necessidade de evitar desinformação eleitoral sem restringir o debate público.
Nesta segunda-feira, 22, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro comentou as decisões, ressaltando vitória jurídica do PL contra conteúdos considerados irregulares. A assessoria informou que houve coerência entre ações movidas e decisões judiciais.
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