- Tucker Carlson afirmou que não pretende mais apoiar o Partido Republicano e não vê chance de votar nele nas eleições legislativas de novembro.
- Ele disse não apoiar o Partido Democrata e admitiu não saber como votará no futuro.
- As eleições de novembro vão renovar toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado; o Partido Republicano atualmente controla as duas casas.
- O rompimento ocorre após meses de divergência com Donald Trump sobre a guerra contra o Irã; Carlson tentou convencer Trump a não atacar o Irã e chegou a se reunir com o presidente na Casa Branca.
- Carlson criticou o memorando de cessar-fogo com o Irã, chamou de derrota humilhante e disse que mostra por que parte dos conservadores se opôs à guerra; Trump, anteriormente, disse que Carlson perdeu o rumo.
Após críticas de Donald Trump, o jornalista Tucker Carlson anunciou que rompeu com o Partido Republicano e não pretende apoiar nenhuma legenda nas eleições de novembro. A declaração foi feita meses após o ex-presidente críticar Carlson pela linha adotada na condução de temas internacionais, incluindo a guerra contra o Irã. A afirmação foi veiculada no podcast Can’t Be Censored.
Carlson afirmou que não há chance de voltar a apoiar o Partido Republicano nas eleições legislativas de novembro e também rejeitou apoiar o Partido Democrata. Ele disse ainda não saber como vai votar no momento, já que as eleições de novembro vão renovar toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado. O impeachment da Câmara segue em disputa pela pauta conservadora.
Alega que o Partido Republicano traiu seus eleitores ao priorizar interesses de Israel em detrimento dos Estados Unidos, segundo suas palavras durante o episódio do podcast. Carlson afirmou ter defendido o partido por 35 anos, mas que não enxerga mais justificativa para esse apoio. O rompimento acontece em meio a um racha na direita americana.
O desentendimento com Trump ganhou força após divergências sobre a guerra contra o Irã. Carlson tentou convencer Trump a não atacar o Irã em fevereiro e chegou a se reunir com o presidente na Casa Branca antes do início da operação militar. Desde o início do conflito, Carlson passou a criticar duramente a decisão de Trump.
Carlson também criticou o memorando de cessar-fogo entre EUA e Irã assinado recentemente, chamando a medida de derrota para Washington e apontando falhas no acordo. Em março, Trump afirmou publicamente que Carlson havia perdido o rumo e que não estaria alinhado com o movimento MAGA. Essas disputas contribuíram para o afastamento público entre eles.
Contexto político
Carlson é uma das vozes mais influentes do espectro conservador nos EUA. Executivo da Fox News até 2023, ele passou a comandar um programa próprio na internet. O episódio reflete tensões internas na direita sobre a condução da política externa e as alianças internacionais. As eleições de novembro são vistas como um período decisivo para o governo atual.
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