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Zema afirma não exigir estudo de mulheres no Bolsa Família

Zema propõe não exigir estudo de mulheres no Bolsa Família, priorizando homens e oferecendo bônus de R$ 5 mil a quem conseguir emprego formal

Romeu Zema participou do evento "A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis", promovido pela CNI, com prés-candidatos ao Palácio do Planalto, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília
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  • O pré-candidato Romeu Zema (Novo) afirmou que, se eleito, não exigirá estudo de mulheres beneficiárias do Bolsa Família.
  • A proposta seria voltada principalmente a homens jovens e adultos, com as mulheres consideradas por terem “outras atribuições em casa”.
  • Zema defende que beneficiários sejam estimulados a concluir a educação básica e a buscar inserção no mercado de trabalho, com regras mais rígidas para o público masculino.
  • Propõe um bônus de 5 mil reais para quem deixar o Bolsa Família ao conseguir emprego com carteira assinada, com pagamento em cinco ou seis meses.
  • O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil; em junho, 19,35 milhões de famílias recebiam benefício médio de 677,66 reais.

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, afirmou que, caso seja eleito, não exigiria estudo de mulheres beneficiárias do Bolsa Família. A declaração foi feita durante a coletiva no evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, em Brasília, promovido pela CNI, na segunda-feira, 22 de junho de 2026.

Zema indicou que a medida manteria o foco nos homens jovens e adultos, enquanto as mulheres teriam tratamento distinto por alegadas “atribuições em casa”. Segundo ele, a prioridade seria estimular a conclusão da educação básica e a inserção no mercado de trabalho, com regras mais rígidas para o público masculino.

O ex-governador de Minas Gerais também defendeu mecanismos para incentivar a saída do Bolsa Família para empregos formais. Entre as propostas, está o pagamento de um bônus de 5 mil reais a quem abandonar o programa ao conseguir emprego com carteira assinada, segundo ele.

Ele explicou que o benefício seria quitado em meses, com base na comparação entre o valor pago pelo Bolsa Família e a receita gerada pela formalização do trabalhador. A ideia visa reduzir a dependência do programa e promover autonomia financeira, conforme a fala de Zema.

Zema criticou políticas públicas atuais, caracterizando-as como populistas e paternalistas, e afirmou que o objetivo é estimular a qualificação profissional para melhorar a absorção no mercado de trabalho. O objetivo final seria reduzir a permanência de beneficiários sem qualificação formal.

Contexto do Bolsa Família

O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do país. Em junho, o benefício médio ficou em torno de 677,66 reais para 19,35 milhões de famílias. Em novembro de 2025, o cadastro contava com 18,66 milhões de famílias, com admitidas 690 mil novas cadastros no período.

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